terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NILSON PINTO SERÁ O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO


Ex-Reitor da UFPa, a maior Universidade da Amazônia, Geólogo e Deputado Federal reeleito, O Professor Nilson Pinto será o próximo Secretário de Educação do estado do Pará. A experiência do futuro Secretário com a SEDUC já teve um inicio, quando ele exerceu uma super secretaria em que a SEDUC era integrante como Secretaria Executiva. Independente do modelo de gestão que se apresente, a estrutura desta Secretaria, por si só, já é de super Secretaria e os desafios são imensos.
Certamente, alguns dos grandes desafios que precisam ser enfrentado, entre tantos outros, são:
1 – Assegurar o atendimento às escolas com técnicos lotados para ajudar na organização, funcionamento e atividades cotidianas de formação dos alunos e professores dentro das escolas.
2 – Investimentos sérios, regulares e sem superfaturamento (para atender ao máximo de escolas possíveis) na infra-instrutora das unidades, para que as quadras sejam cobertas e de qualidade; assegurem merenda de qualidade; tenham auditórios; os laboratórios de informática não sejam ficção; existam laboratórios de disciplinas; espaços para atividades culturais, etc. Uma escola não pode ter somente salas, banheiros mal acabados e fétidos; e saletas de direção e secretaria.
3 – A permanência de professores na escola, com carga horária para planejamento das atividades e formação continuada dentro do espaço escolar (preferencialmente).
4 – Avaliação das escolas através de um modelo de avaliação estadual, complementando o nacional (IDEB), mas com preocupações e resultados capazes de acelerar a melhoria do nível das nossas escolas.
5- Assegurar o funcionamento das secretarias das escolas de forma adequado, sem falta de funcionários e com espaços corretos para p trabalho desse setor.
8 – Controle e aplicação dos recursos dos projetos para que não sejam desperdiçados tempo e dinheiro, com baixo resultado das ações desenvolvidas nas escolas.
É claro que se somam a essas questões outras dezenas de preocupações que devem mover a SEDUC esses próximos quatro anos. Que a próxima administração faça da educação uma forma de ajudar a melhorar a qualidade de vida de nossa população, que tenha sucesso e ajude-nos a melhorar os índices do IDEB. Sucesso ao Professor Nilson Pinto.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENSINO MÉDIO SERÁ REIMPLANTADO NO DIURNO

A Professora Marluce Colares está tentando junto à SEDUC reimplantar o ensino médio nos turnos da manhã e da tarde. Para a comunidade será uma importante decisão, pois, a maioria não quer estudar fora da área em que a escola está situada.
Ano passado, quando terminamos com o ensino médio a tarde, muitos alunos tiveram que sair da Escola e estudar fora do bairro, pois a maioria não aceitou ir para o “Maria Luiza”. O problema é que tinham que apanhar ônibus e o custo acabou trazendo de volta alguns para o turno da noite e outros deixaram de estudar.
Há, ainda, o fato de alguns alunos terem retornado à Escola, para o turno da noite, porque no “Maria Luiza” vinham se sentindo ameaçados. Esse conflito muitas vezes acontece pelo fato de não residirem na área onde outros jovens residem e criam essa dificuldade de relacionamento. Mas, independente da implantação do médio no diurno, a luta por uma cultura de paz tem que continuar e a escola pública tem que dar sinais de melhora. É o que desejamos.

domingo, 14 de novembro de 2010

FORMAÇÃO DAS PROFESSORAS DE 1ª À 4ª SÉRIES

Nesta Sexta-Feira passada, dia 11, a Professora Maricilda Barros iniciou um trabalho com as professoras da Escola visando melhorar o nível do ensino que desenvolvemos. Ao longo desses 28 anos já tivemos experiências bem sucedidas, como a formação de professores e professoras para atender a necessidade da comunidade que vivia atendida pelas chamadas professoras “leigas”, aquelas que não possuíam nem mesmo o curso de magistério. Nosso espaço de formação das crianças possuía uma metodologia, inspirada em Maria Montessori, apoiada na concepção libertária de Paulo Freire e, conseguíamos garantir tempo para planejamento das atividades e profissionais para apoiar a formação de nosso quadro docente.
Nesta retomada visando a formação continuada das professoras que trabalham nas séries iniciais do Ensino Fundamental, mais uma vez, surge a esperança de que a Escola possa voltar a fazer um trabalho de qualidade. No entanto, de início, surge um dilema quanto o papel do 1º ano, que segundo a técnica da SEDUC não precisa desenvolver muito conteúdo, mas, ter como centro a leitura e ações pedagógicas lúdicas. A outra concepção, das professoras que estão dando apoio à formação, há necessidade de que sejam trabalhados conteúdos, ainda que de forma lúdica – como em todas as atividades educativas -, que vão além do domínio da leitura. Este debate pode e deve ser suscitado, mas, não podemos perder de vista a necessidade de melhorar nossa intervenção junto às crianças, que precisam sair da 4º série com níveis melhores de formação.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

PASSADA A ELEIÇÃO A VIDA SEGUE SEU RUMO


É importante que tenhamos sempre como referência a nossa atividade dentro da Escola, pois, mesmo alguns de nós tendo atividade político - partidária, as relações que estabelecemos dentro da Escola são relações de trabalho e essas estão acima de nossos interesses partidários. Seria interessante que mesmo os funcionários DAS quando assumissem seus cargos tivessem em suas mentes a responsabilidade como princípio, para que fosse assegurado o desenvolvimento de trabalhos importantes em todas as áreas da administração pública. Infelizmente, muitos desses dirigentes nomeados não tem nenhum compromisso com a coisa pública e acreditam que estão ali para “se dar bem”, com algumas exceções, é claro. No entanto, mesmo entre nós, servidores efetivos, é preciso questionar a nossa responsabilidade com o público e com o que fazemos para esse público. Muda o Governo, mas o Estado é o mesmo, as estruturas precisam funcionar e precisamos assegurar, no nosso caso específico, uma educação capaz de atender aos interesses desses alunos.
Se for verdade a informação de que muitos de nossos alunos da escola pública estão abandonando os cursos dentro da UFPa, pois foram aprovados nas cotas e não conseguem acompanhar o “nível” dos professores de certos Institutos ali dentro, é uma preocupação que pode sair de nossas cabeças: por que estão abandonando? O que está faltando fazer? Como fazer? Isso vale para a Escola Cidade de Emaús, como vale para todas as outras Escolas públicas do Brasil. Uma coisa é verdade: talvez tenhamos que cortar na própria carne, para ver se o ensino público melhora o nível.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PREVENÇÃO AO USO DE DROGAS

Ontem, dia 20, recebemos em nossa escola o Professor Ricardo Galhardo Blanco, de São Paulo, pedagogo e consultou de prevenção ao uso de drogas. A palestra proferida pelo educador aos nossos alunas e alunos mostrou que as drogas precisam ser tratadas como são tratadas as outras prevenções de doenças. Por exemplo, uma criança desde cedo aprende que beber água da vala faz mal à saúde; que andar descalço e pisar em fezes também fazem mal, etc. Desse mesmo modo devemos tratas o uso indevido de drogas e não ficar fazendo apologia delas. Também foi muito bem apresentada a necessidade de se olhar e ajudar a construir a auto estima de nossos jovens, sobretudo os meninos, que por toda adolescência são cobrados, criticados e colocados quase sempre para baixo,
Na palestra estavam presentes adolescentes, em maior número, mas também alguns adultos. O nível da discussão e o método usado na fala do professor Galhardo, certamente, ajudou a levar todos nós a reflexão sobre o que de fato é prevenir o uso das drogas. Ele mostrou que o álcool é o primeiro contado e que a combinação da baixa auto-estima leva os meninos a um contato que gera a dependência, que gera a doença e o drama que é vivenciado por quem convive com usuário de droga.
Estiveram presentes, acompanhando o Professor Galhardo, a Presidente da Fundação d Criança e Adolescente (FUNCAP), Euniciana Peloso da Silva, que também é Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente e o Professor e funcionário da FUNCAP David Rosa, que fez o convite ao Educador Ricardo e nos propiciou este momento importante de discussão. As professoras Maricilda Barros e Elizabeth Aviz, também estiveram presentes. Foi um momento de reflexão e retomada dos debates em nossa Escola. Aguardamos sugestões dos alunos e educadores sobre novos temas ou o prolongamento dessa discussão sobre a prevenção ao uso de drogas.

Registro de felicidade e sucesso

Pouco antes do inicio da palestra do professor Galhardo sobre a prevenção ao uso de drogas, alguns alunos chegaram com um troféu conquistado no encontro que a Secretaria de Educação promoveu no “Hangar Centro de Convenções”. O troféu era o resultado das aulas de caratê ministradas pelo professor Marcelo Paixão, de nossa Comunidade e avô de alunos em nossa Escola. O Caratê faz parte de várias atividades que são desenvolvidas pelo Projeto “MAIS EDUCAÇÃO”, coordenado pela Professora Liane Costa. Também, a capoeira, coordenada pelo Mestre Zeca (José Maria), conquistou um troféu. Este registro de sucesso das escolas públicas, pois certamente outras conquistaram vitórias, nós enche de orgulho e impões mais desafios a todos nós. Parabéns aos nossos alunos e aluna.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

NOVA DIREÇÃO NA ESCOLA CIDADE DE EMAUS

No dia 15 de setembro de 2010 o professor João foi substituído pela professora Marluce Colares, que era a diretora quando o Professor João Assumiu. Os desafio da Escola continuam os mesmo e devem ser assumidos por todos, principalmente pelos professores que precisam cada vez mais melhorar o desempenho.
É verdade que existem muitos problemas que precisam ser atacado, como o calor das salas de aulas no turno da tarde, a falta de apoio das famílias na orientação, formação e acompanhamentos das crianças e adolescentes e as dificuldades em termos técnicos suficientes para ajudar na formação de alunos e alunas. Claro que há, ainda, a própria realidade desses meninos e meninas. Porém, nada disso pode impedir a escola de ser melhor, de estar mais próximo dos alunos e de fazer valer o esforço de cada um que faz a educação pública.
O turno da Noite continuará sendo coordenado pelo João Raimundo, que agora atuará como técnico na função de coordenação pedagógica do turno e deve dar apoio à direção nos outros turnos. Um desafio que tem defendido é o de melhor preparar as professoras de primeira à quarta série do fundamental. Vamos à luta!

domingo, 15 de agosto de 2010

DESAFIO DO TRABALHO NA PERIFERIA


As dificuldades de trabalhar educação na periferia são enormes.
As famílias, na grande maioria das vezes, não possuem a cultura de estudar, que está encravada na classe média.
As casas não oferecem condições para que as crianças e adolescentes possam sentar e estudar, ou mesmo ter uma refeição adequada.
O entorno da criança e do adolescente não é cercado de influências visando levá-la a uma formação futura, estimulando-a à universidade.
Os professores não conseguem estabelecer uma "sinergia" com essa garotada e muito menos com as famílias.
Na semana passada um professor me colocava, quando questionado do "por que" de nossos alunos não conseguirem sucesso em disciplinas como Física e Matemática. Assim como não conseguem em história e geografia.
Ele me respondeu dizendo que em uma escola da elite, particular, os alunos tem três professores de física no final do curso e três de matemática. Não vamos longe. A Escola "Rego Barros" que tem se destacado no ENEM e é pública, administrada pela Aeronáutica, tem pelo menos dois professores por disciplina desde o primeiro ano do Médio.
Isso não retira as preocupações que levantei lá nos primeiros parágrafos, ao contrário, somente se somam a elas e agrava ainda mais o drama da escola periférica estadual voltada às classes mais pobres. O que fazer? Quem pode e quer ajudar a construir esta resposta?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

20 ANOS DO ECA


O Estatuto da Criança e do Adolescente completa 20 ANOS. Naõ é uma lei avançada para o Brasil. Nós é que deveriamos terorgulho de ser uma lei que assegura direitos já proclamados na Constituição e em Tratados Internacionais. Assim, é uma lei que servede exemplo aos outros paises. Em homenagem aos 20 anos desse intrumento de direitos, reproduzimos um comentário do Professor Antonio Carlos, um dos pedagogos que ajudou a redigir o ECA.
LUGAR DE CRIANÇA É NA FAMÍLIA, NA ESCOLA E NAS ATIVIDADES ESPORTIVAS
Colunistas
20/07/2010

Assistência Social e Conselho Tutelar - Atribuições e Desafios


Foto: Camila de Souza

Antonio Carlos Gomes da Costa é pedagogo e participou da comissão de redação do Estatuto da Criança e do Adolescente


O Estatuto da Criança e do Adolescente, na definição precisa de Emílio Garcia Mendez, é a lei que cria condições de exigibilidade para os direitos da criança que estão na Constituição, nas leis brasileiras e nas normas internacionais referentes aos Direitos Humanos da população infanto juvenil. Sua missão, portanto, além de fazer, é fazer-fazer, isto é, atuar influindo junto aos demais órgãos do ramo social do estado e da sociedade civil organizada, para que eles cumpram seus deveres e obrigações em relação às crianças e adolescentes no que diz respeito à promoção e defesa dos seus direitos, por meio da prestação de serviços obrigatórios previstos na legislação.

No campo do fazer a missão do Conselho Tutelar é receber, estudar e encaminhar para a rede de atenção direta casos de crianças e adolescentes violadas ou ameaçadas de violação em seus direitos à integridade física, psicológica e moral e ao acesso aos serviços sociais básicos. Trata-se, portanto, de um órgão garantista, um órgão destinado a fazer com que os demais cumpram seus deveres e obrigações em relação a cada caso que passa pelo seu atendimento. Nas palavras do jurista e educador Edson Seda, fazendo uma analogia com o Código de Defesa do Consumidor, o Conselho Tutelar funciona como uma espécie de PROCON na área do atendimento à população infanto-juvenil em situação de risco pessoal e social.

Já no campo do influir o Conselho Tutelar possui três ferramentas, que são também três armas para trabalhar e lutar pela aplicação da política de atendimento nos termos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. São eles: (i) a requisição de serviços aos demais órgãos governamentais e não-governamentais de atendimento; (ii) a petição ao Ministério Público e (ii) a fiscalização de entidades de atendimento. Além disso, cumpre-lhe subsidiar com fatos, dados e informações a elaboração pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do plano de ação do município nessa área. Como se vê, o Conselho Tutelar, quando dotado de condições de exercer plenamente suas atribuições, é um poderoso instrumento de uma sólida política dos direitos humanos da infanto-adolescência.

Quanto à política de assistência social, ela atua no âmbito da coordenação das ações de atenção direta, cabendo-lhe prover o conjunto de bens e serviços demandados pelo Conselho Tutelar, visando assegurar os direitos de seus destinatários. Esta coordenação e integração da rede de atenção direta está hoje funcionando na órbita dos CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) e dos CREAS (Centros de Referências Especializados em Assistência Social). Daí, se pode concluir que a assistência social e os Conselhos Tutelares não são instâncias que atuam de forma conflitiva ou divergente, ao contrário, elas são convergentes, intercomplementares e sinérgicas. A esfera do Conselho Tutelar é o trabalho e a luta pela garantia dos direitos. Já, a da assistência social é a da prestação dos serviços para garantir eficiência, eficácia e efetividade no atendimento a esses direitos. Portanto, temos duas ordens de atuação: uma do lado da demanda e a outra do lado da oferta.

Atualmente, a divisão de trabalho se dá da seguinte maneira: a assistência social atua na implementação das medidas protetivas e das medidas socioeducativas em meio aberto. E, o Sistema de Administração da Justiça Juvenil, através de órgãos executores estaduais, na execução de medidas privativas de liberdade aplicadas pela justiça da infância e da juventude aos adolescentes em conflito com a lei.

Este é o caminho que vem sendo adotado pelo Brasil no que diz respeito à relação entre os Conselhos Tutelares e a nova Política de Assistência Social. O grande desafio é fazer funcionar essa complexa engrenagem jurídico-social em favor da promoção e defesa dos direitos das novas gerações: crianças, adolescentes e jovens. O enfrentamento desse quadro pressupõe e requer um amplo e profundo reordenamento institucional, implicando mudanças no que fazer (conteúdo), no como fazer (método) e no como conduzir as ações para atingir o objetivo superior e comum a todas elas (gestão).

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FÉRIAS DE JULHO


Mais um mês sem aulas. Agora são as férias de julho, que devem levar muitos de nossos alunos ao interior do Estado. Durante este mês a Escola Cidade de Emaús deve assegurar alguns serviços de manutenção, como a recuperação do muro que está caindo e a pintura das portas de ferro, que foram colocadas no 1º semestre, sendo que precisam ser repintadas devido a ação do tempo chuvoso. Dia 02 de agosto estaremos de volta com força total, para um novo semestre.
Harário de funcionamento da secretaria da Escola:

Manhã: das 08 às 11 horas
Tarde: das 15 às 18 horas

Durante todo o mês de julho no dias de segunda a quinta-feiras.

Boas férias e um feliz regresso.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

RECURSO DO FUNDO ROTATIVO JÁ ESTÁ NA CONTA


A Escola Cidade de Emaús ja possui na conta que está disponível no BANPARÁ da Senador Lemos o valor repassado a título de Fundo Rotativo, pela SEDUC, com recursos próprios do Tesouro Estadual.São R$ 2.912,00, que serão usados em pequenas reformas, manutenção e material de expediente para atender as necessidades da Escola, além de algumas outras necessidades que estamos avaliando com a comunidade escolar. Além desses recursos existem os recursos do Programa PDE e o Mais Educação, que são os Programas que tem assegurado nosso funcionamento sem maiores problemas. Conhecer e discutir os destinos desses recursos são as maneiras mais corretas da sociedade participar e ajudar a melhorar a escola pública. Participe, visite a escola e de sugestões. Na foto estamos vendo uma bomba d'água adquirida após o roubo da que nos servia, sendo que mais uma vez tivemos que fazer o reforço do portão da casa onde está a bomba. Infelizmente ainda temos que conviver com essas adversidades.

domingo, 20 de junho de 2010

JOSÉ SARAMAGO O MAIOR PENSADOR VIVO PORTUGUÊS


Lágrimas e cravos

Houve lágrimas. Uma adolescente vestida de preto - talvez uma das pessoas mais novas que ontem passaram por aquele salão - chorava. A mãe, também de luto, pousava a mão no ombro da filha.

Um senhor de meia-idade, com grandes óculos de massa - parecidos com os que Saramago usou em tempos - soltou, alto o suficiente para se ouvir a vários metros de distância, um "adeus camarada". E logo voltou as costas, deixando o salão. João Santos, desempregado, de Lisboa, saiu da sala da urna com o amigo António Velhas que vestiu fato para a ocasião. "É um homem com cultura, formado e merece a última homenagem", diz, explicando por que passou por ali. E quando chegam à rua comentaram que nunca tinham visto um morto de óculos. "Não se podia dizer que não era ele. Era ele mesmo."

De repente, as atenções voltaram-se para um homem que chegou à praça. De bóina vermelha na cabeça, Augusto Ramos, militante do PCP, segurava uma bandeira do partido que, bem esticada, era do comprimento dos dois braços estendidos. Conta já com umas boas dezenas de anos - as suficientes para ser do tempo em que muita gente não estudava. Confessou que não conhece a obra de Saramago. porque não sabe ler. "Eu gostava do Saramago como militante e como pessoa", disse sem nunca largar a bandeira. Numa das mãos segurava também um ramo de flores, com uma rosa, uma gerbéria e cravos vermelhos. Quando saiu do edifício, já só trazia a bandeira. E, num gesto de despedida, ergueu o punho cerrado. Dobrou a bandeira vermelha e deixou a praça.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

RETORNO DAS AULAS DEPOIS DA GREVE


A Escola Cidade de Emaús deve retornar a sua rotina de aulas depois de mai uma greve dos professores, que reivindicam melhores salários e a reclassificação daqueles que concluiram o nível universitário. Parece que houve avanços e conquistas nas negociações. Esperamo, entretanto, que esses avanços sejam, também, refletidos na Escola, com a presença mais efetiva dos educadores, com traballho de formação e apresndizagem junto aos alunos e a nós mesmo, educadores e educadoras de um mundo que se transforma, que muda, mas que parece que não nos damos conta das mudanças.

João Raimundo da Silva Sousa

quinta-feira, 6 de maio de 2010

QUEM GANHA E QUEM PERDE COM A GREVE?

Essa é a pergunta que precisamos fazer sempre que uma instituição pública entra em greve. Seria interessante rediscutir a questão da mais-valia quanto ao trabalho desempenhado no setor público, para que se consiga compreender o papel desse setor na educação, saúde, transporte, etc. Por outro lado, é fato que há um descontentamento, sobretudo quando a questão se refere aos salários dos professores que se formaram, inclusive estimulados pelo próprio poder público, mas que não vão ser contemplado pelo PCCR, porque o "Estado pode quebrar"...como vivem ameaçando alguns conservadores. No entanto, a matéria é para ser debatida em todas as cidades do estado e para se apresentar um estudo do impacto dessa reclassificação na folha. Devendo ficar na condição de “especial” apenas aquelas e aqueles professores que não fizeram o curso superior, pois a legislação não os comporta mais, devendo o quadro especial,ser extinto a medida em que esses colegas fossem concluindo o curso superior e passassem para o nível 1, ou se aposentassem ou falecessem. Independente dessa situação, a questão de quem perde e quem ganha com a greve continua de pé. A nosso humilde perceber, a população mais pobre sempre perde. É ela quem recorre ao pronto socorro, a escola pública, ao transporte coletivo, etc. É essa população que não pode pagar empregado para ficar em casa com os filhos, não pode recorrer aos clubes para matricular as crianças em cursos e práticas esportivas, não pode pagar curso língua estrangeira moderna e muito menos fazer viagens para aproveitar os dias parados. Boa parte dessas crianças e adolescentes ficam nas ruas, enquanto suas mães e pais, empregados domésticos ou operários, tem que passar o dia inteiro trabalhando. Por outro lado, há aquela parcela bem menor da população que alavanca seus projetos , ao final de cada movimento e paralisação, contabiliza suas vitórias e pode assegurar um mandato de parlamentar. Com todo respeito aos que lutam e ajudam a melhorar a vida de todos nós, é preciso que se esgotem as forças e os instrumentos, inclusive judiciais, para que, talvez, possamos ameaçar com greve.

EMAÚS completa 40 anos e avalia avanços e desafios para infância e juventude no Brasil
Escrito por: radiomargarida, 29 de abril de 2010.
Largada da programação será neste sábado (1) e se estende até outubro. A ideia é fazer debates e reunir homens e mulheres que nas décadas de 70, 80 e 90 foram crianças e adolescentes atendidos pela ONG.

Esse ano, o Movimento de Emaús completa 40 anos de fundação. Esses 40 anos de defesa de direitos de crianças e adolescentes fizeram – e fazem – diferença na conquista de direitos humanos no Pará e no Brasil, mas apontam que ainda temos muitos desafios para garantir os direitos de meninos e meninas. Para marcar essas quatro décadas de história, que coincidem com os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Emaús está preparando uma vasta programação, cuja largada será no próximo sábado, dia 01 de maio.

Nesse dia, as diversas gerações que passaram pelo o Movimento de Emaús se encontrarão para relembrar essa história. Esse será um dos destaques da programação, que terá o depoimento de “antigos garotos” que passaram pelo Emaús durante as décadas de 70, 80 e 90 e, hoje, adultos, contam o quanto as atividades da organização fizeram a diferença em suas vidas.

As programações irão até o mês de dezembro com palestras, seminários, festas, exposições e diversas atividades que remetem aos avanços da defesa de direitos das crianças e adolescentes, como a promulgação do Eca, a criação do Sistema Nacional Socioeducativo (Sinase), o Plano Nacional de Convivência Familiar e comunitária e outras. A reunião deste sábado tem uma programação bem variada com debate sobre Trabalho Infantil, arte-educação e histórico do Emaús, além de músicas, danças e diversas apresentações.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lotação Concluida

Foi concluída a lotação da Escola, com a efetiva participação de nossa Secretária Fátima Pereira, que esteve de forma incansável organizando a lotação junto com os colegas da USE-10. Somente está faltando professor para Artes, com 70 horas disponível, todas no turno da noite. Vamos continuar tentando equipar nosso laboratório de informática, assegurando pelo menos maus 14 computadores para chegarmos a 20 máquinas e colocar nossos alunos (crianças, adolescentes e adultos) para que seja assegurada a democratização do conhecimento digital.

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Nossa Homenagem aos 100 anos da escritors RAQUEL DE QUEIROZ, nascida no Estado do Cerá.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Projetos que estão acontecendo na escola

KRATÊ, PERCUSSÃO, VOLEI, FUTSAL e CAPOEIRA Já começaram. Este ano d 2010 queremos fazer maior aproveitaento da área. Com esse objetivo vamos dar início à horta e prduzir um estudo sobre o nosso bosque e as áreas livres para organizar trlhas temáticas e a catalogação, ou invetário, de nossa flora. Outros pequnos projetos derivarão deste estudo. Vamos participar.

sábado, 10 de abril de 2010

POLITICAS AFIRMATIVAS PARA A POPULAÇÃO NEGRA SÃO IMPORTANTES

Esta matéria mostra que é preciso entender a realidade para defender cada vez mais uma política afirmativa para os negros e negras neste país. É lamentável ver que a segurança pública, mesmo sendo assumida pela maioria negra na base do sistema, como são os casos dos cabos e soldados, está voltada à proteção dos considerados brancos. Essa é uma história que nasce com a colonização, com a escravidão e se estende a cada olhar das gerações que se seguem. É preciso e possível mudar essa realidade!

Matéria publicada em 31/3/2010

Risco de jovem negro ser morto é 130% maior, revela Mapa da Violência


O risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no País é 130% maior que o de um jovem branco, segundo o Mapa da Violência - Anatomia dos Homicídios no Brasil, estudo que compreende o período de 1997 a 2007 e que está sendo divulgado nesta terça em São Paulo pelo Instituto Sangari, com base nos dados do Subsistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde.
A reportagem é da Agência Estado, 30-03-2010.
A desigualdade entre as duas populações, que já era expressiva, aumentou de forma assustadora em cinco anos. Em 2002, morria 1,7 negro entre 15 a 24 anos para cada jovem branco da mesma faixa etária. Em 2007, essa proporção saltou para 2,6 para 1.
O abismo entre os índices de homicídio é resultado de duas tendências opostas. Nos últimos cinco anos, o número de mortes por assassinato entre a população jovem branca apresentou uma redução significativa: 31,6%. Entre negros, o movimento na direção contrária, um aumento de 5,3% das mortes no período. "Brancos foram os principais beneficiados pelas ações realizadas de combate à violência. Temos uma grave anomalia que precisa ser reparada", diz Julio Jacobo, autor do estudo.
O trabalho revela que em alguns Estados as diferenças de risco entre as populações são ainda mais acentuadas. Na Paraíba, por exemplo, o número de vítimas de homicídio entre negros é 12 vezes maior do que o de brancos. Em 2007, a cada cem mil brancos eram registrados 2,5 assassinatos. Entre a população negra, no mesmo ano, os índices foram de 31,9 homicídios para cada cem mil.
"As diferenças sempre foram históricas no Estado. Mas as mudanças nesses últimos cinco anos foram muito violentas", avalia Jacobo. Paraíba seguiu a tendência nacional: foi registrada a redução do número de vítimas entre brancos e um aumento do número de assassinatos entre negros.
Pernambuco vem em segundo lugar: ali morrem 826,4% mais negros do que brancos. Rio de Janeiro ocupa a 13ª posição, com porcentual de mortes entre negros 138,7% maior do que entre brancos. São Paulo vem em 21º lugar, onde morrem 47% mais negros do que brancos. O Paraná é o único Estado do País onde a população branca apresenta maior risco de ser vítima de homicídio - proporcionalmente morrem 36,8% mais brancos do que negros.
População masculina
A esmagadora maioria dos assassinatos no País ocorre entre a população masculina. Em 2007, 92,1% dos homicídios foram cometidos contra homens. Na população de jovens, essa proporção foi ainda maior: 93,9%. O Espírito Santo foi o Estado que apresentou maior taxa de homicídios entre mulheres: 10,3 por cem mil, seguida de Roraima, com 9,6. O Maranhão foi o Estado com o menor indicador. Foram registradas 1,9 morte a cada cem mil mulheres.
O estudo conclui ainda que não é a pobreza absoluta, mas as grandes diferenças de renda que forçam para cima os índices de homicídio no Brasil. O trabalho fez uma comparação entre índices de violência de vários países com indicadores de desenvolvimento humano e de concentração de renda. "Claro que as dificuldades econômicas contam. Mas o principal são os contrastes, a pobreza convivendo com a riqueza", afirma Jacobo.

sábado, 3 de abril de 2010

Uma música para um tempo futuro

Baader Meinhof Blues

Legião Urbana

A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
E você passa de noite e sempre vê

Apartamentos acesos
Tudo parece ser tão real
Mas você viu esse filme também.

Andando nas ruas
Pensei que podia ouvir
Alguém me chamando
Dizendo meu nome.

Já estou cheio de me sentir vazio
Meu corpo é quente e estou sentindo frio
Todo mundo sabe e ninguém quer mais saber
Afinal, amar o próximo é tão demodê.

Essa justiça desafinada
É tão humana e tão errada
Nós assistimos televisão também
Qual é a diferença?

Não estatize meus sentimentos
Pra seu governo,
O meu estado é independente.

terça-feira, 30 de março de 2010

Conferência de Educação


Ensino obrigatório dos quatro aos 17 vai exigir escolas e professores

Segunda-feira, 29 de março de 2010

Se o ensino obrigatório dos quatro aos 17 anos fosse plenamente implantado hoje, haveria 3,5 milhões de estudantes a mais em sala de aula. Mas estados e municípios têm prazo até 2016 para cumprir o que determina a Emenda Constitucional 59, que também estabelece o fim gradual da desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação. A necessidade de construir escolas e capacitar professores, sobretudo de educação infantil, para atender a essa demanda, foi lembrada no colóquio Acesso à educação e obrigatoriedade, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que é realizada em Brasília.
A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, trouxe exemplos antagônicos. “A cidade de Pará de Minas tem 100% de suas crianças matriculadas em escolas de educação infantil, enquanto há estados ricos que não tem 50%”, exemplificou. Os dados foram levantados para alertar estados e municípios quanto à necessidade de se preparar para essa nova realidade.
Em 2010, também acaba o prazo para implementação do ensino fundamental de nove anos, ou seja, os estudantes devem ser matriculados a partir dos seis. “Olha que essa é uma meta conhecida e temos estados penando para implementá-la”, argumentou Pilar. O MEC têm programas específicos para incentivar a educação infantil, como o Proinfância, que investirá, até o final deste ano, R$ 800 milhões na ampliação e na melhoria das instalações destinadas à educação infantil.
Pesquisas comprovam que crianças que começam a frequentar a escola antes dos seis anos de idade têm mais chances de chegar ao ensino superior.
Direito - Vital Didonet, professor e pesquisador, aproveitou a ocasião para questionar o sentido do direito à educação. “Não estamos falando de garantir vagas na escola e sim de garantir a aprendizagem”, sustentou. Didonet também foi categórico quanto à necessidade de investimento na educação infantil. “Estamos construindo as diretrizes do próximo plano nacional. Educação infantil é prioridade”, propôs.

Assessoria de Comunicação Social – MEC
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15248

domingo, 28 de março de 2010

PRÊMIO PARA NOSSOS ALUNOS


Os alunos da 5a a 8a séries da Escola CIDADE DE EMAÚS estão sendo convidados a escrever uma redação de até 25 linhas sobre algum desses temas:

1 - TIRADENTES UM EXEMPLO A SER SGUIDO
2 - POR QUE COMEMORAMOS O DIA 1º DE MAIO?
3 - A ESCRAVIDÃO DA POPULAÇÃO NEGRA E A LEI ÁUREA
4 - MÃE, MULHER E CHEFE DE FAMILIA: UM DIA DE MÃES TRABALHADORAS

A redações dos itens 1 e 2 devem ser entregues até 15 de abril e as dos itens 3 e 4 até o dia 05 de maio.
As melhores redações de cada tema serão escolhidas pelos professores de língua portuguesa, devendo os alunos serem premiados com livros e um prêmio surpresa para cada um dos escolhidos. Escreva e entregue seu trabalho na Secretaria da Escola.

quinta-feira, 25 de março de 2010

PROVINHA BRASIL

Amanhã vamos reunir na USE-10 para receber o material da Provinha Brasil, que será aplicada aos alunos da 2ª série, 3º ano. É preciso que sejamos transparentes quanto a qualidade de nossas escola públicas, mas é preciso que também sejamos transparentes quanto a necessidade de um rigor nos recursos que devem ser investidos em educação, visando melhorar o ensino e as condições de trabalho dentro das escolas. Vamos aguardar para ver se o Brasil muda seus valores e suas práticas históricas, que tem comprometido até hoje nossa possibilidade de ser uma República, com letra maiúscula.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MERIVALDO PAIVA DEIXA UM LEGADO E MUITA SAUDADE


Na comemoração dos nossos 25 anos, em 2007, tivemos o privilégio de conversar com o Professor Merivaldo Paiva, um intelectual profundo, mas de uma simplicidade capaz de se fazer entender pelas crianças que assistirem sua fala. Os professores e professoras da Escola Cidade de Emaús debateram sobre a qualidade da escola e tiveram a oportunidade de ouvir do Professor Merivaldo que “uma escola precisa dar dignidade aos educadores a começar pelos banheiros...” Depois dessa visita, ele se manifestou sobre as críticas feitas pelo diretor da Escola, professor João, manifestando-se de forma estranha pelo fato de um diretor fazer denúncias sérias sobre a ética na Secretaria de Educação, sem nenhuma providencia tomada. Mais uma vez, de forma detalhada, volta a criticar a falta de compromisso com a escola pública. Sua história de vida será uma referencia para muitos profissionais que tiveram contato com ele. Sem dúvida, pela sua profissão, ajudou a formar profissionais de diversas áreas e, certamente, com um mesmo perfil ético. Fica a saudade de quem conviveu com ele e pode beber nessa fonte.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Projeto Político Pedagógico: moda, exigência ou tomada de consciência?






Edmerson dos Santos Reis



Pensar um projeto de educação implica pensar o tipo e qualidade de escola, a concepção de homem e de sociedade que se pretende construir.
Ultimamente temos observado uma correria enorme por parte de escolas e sistemas educacionais na busca da construção de seus projetos políticos pedagógicos. As discussões vão desde a importância de um projeto para escola até mesmo a louca corrida pela execução da antiga pedagogia de projetos, mais só agora descoberta por algumas autoridades da educação que a todo custo, mais uma vez tentam às pressas implantá-la, como se esta fosse novamente o ovo de Colombo da educação brasileira, que no decorrer da sua história já descobriu outros ovos que também a todo custo tentaram empurrá-los garganta a dentro dos professores.
Já estamos cansados de compreender que as mudanças na educação dependem fundamentalmente de vontade política, no que diz respeito a encará-la como prioridade nacional – não enquanto lema, mas praticamente – e da vontade e empenho dos professores, que são de fato os responsáveis para no dia-a-dia tornar em prática os projetos e concepções de educação que sempre foi idealizado por alguns e não por eles, o que contribui para que tenhamos tantas propostas interessantes no papel, mas que no fazer pedagógico se mantém a uma distância enorme do idealizado.
As nossas escolas num sentido amplo e os dirigentes políticos, poucos se preocupavam com a existência de um projeto político pedagógico, já que a nossa educação ao logo do tempo, salvo raras exceções, sempre foi um dos caminhos mais fáceis para se praticar os desvios de recursos para outros setores e em muitos casos para o enriquecimento ilícito, o que nos surpreende essa busca geral em que se encontram os sistemas de ensino para concretizarem os seus projetos.
A necessidade de um projeto político pedagógico na escola antecede a qualquer decisão política ou exigência legal, já que enquanto educadores e enquanto membros da instituição escola, devemos ter claro a que horizonte pretendemos chegar com os nossos alunos, com a comunidade e com a sociedade, caso contrário não estaremos exercendo o nosso papel de educador, mas simplesmente de "aventureiro", que não sabe onde quer chegar.
Como na educação a moda é uma constante, principalmente por parte daqueles que na verdade ficam esperando um pacote pronto de técnicas e métodos de ensino, em vez de buscarem desenvolver a criatividade e na prática irem recriando a sua própria prática pedagógica, questiono: será mais uma moda? Será que a educação "entenda-se educadores e dirigentes dos sistemas educacionais" acordaram e resolveram de fato assumirem o pacto pela qualidade da educação? Ou será apenas mais uma corrida para que cumpramos mais uma vez as exigência legais e dos acordos internacionais? Será que cada escola vai assumir ou ter apenas um projeto escrito? Ou continuaremos com as mesmas e velhas práticas autoritárias e alienantes dos nossos alunos e no dia seguinte, com o peito aberto sairmos profetizando a mudança, pregando a demagogia e falando de formação para a cidadania e para o viver da democracia?
Claramente, não acredito nas mudanças da educação quando elas acontecem de cima para baixo. Se a escola é fruto da sociedade, é conseqüência dos saberes construídos socialmente, culturalmente, subjetivamente pelas pessoas que estão fora e dentro da escola, como podemos pensar em mudanças a partir daqueles que não estão diretamente ligados a esta realidade. Alunos, professores, comunidades, não podem figurar apenas nos papéis e nas propostas, devem fazer parte do sistema de reformulação do pensar a educação e a escola.
Sendo assim, a mola principal das mudanças, é a postura e crença do educador num repensar a educação e a sua própria caminhada, senão, como já disse ex Ministro da Educação Carlos Chiarelli em 1992 "os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem e o governo finge que controla", quando na verdade deveríamos assumir o papel de educador, para tentarmos envolver e empolgar a sociedade a lutar por uma educação mais real, digna de um país de 500 anos de "descobrimento".

domingo, 21 de março de 2010

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


Em contato com a Professora Nauzira, técnica lotada na USE-10, o Professor João pediu ajuda para que a Escola consiga definir um PPP que atenda as necessidade da excola, expresse a vontade da comunidade e possa garantir a melhoria do trabalho na Escola Cidade de Emaús. Todos tem que participar dessa construção, pois é fundamental que o Projeto seja não apenas construido, mas internalizado por todos. A idéia é envolver inclusive as crianças na feitura deste novo PPP, que deve ter um olhar para as experiencias ricas do passado, ser construido no presente, com uma possibilidade de melhorar o futuro. Vamos formar uma comissão urgente para começar a organizar as discussões sobre a elaboração do nosso PPP, o que vocês, alunos, professores, funcionários e responsáveis acham?

EM DEFESA DO ECA


Ano passado o Professor João esteve participando, como Conselheiro do CEDCA – Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente, de várias Conferencias municipais. Cidades como Mocojuba, Nova Timboteua e Mãe do Rio tem enfrentado problemas e violência, mas seus profissionais vem assumindo cada vez mais a frente de luta em favor das crianças e adolescentes vitimas de abuso sexual, violência doméstica ou policial e outras formas de agressão aos direitos humanos de meninos e meninas. Este conceito de DIREITOS HUMANOS de Criança e Adolescente é importe de ser debatido e tem estado presente nos discursos e ações de muitos educadores, principalmente da FUNCAP, que é a Instituição especializada no atendimento de adolescente que se encontram em conflito com a legislação vigente. Um parceria interessante, sem dúvida, é trazer para discussão dentro da Escola Cidade de Emaús, os técnicos e dirigentes da Fundação, para que possamos aprofundar os debates sobre esses direitos, fortalecer o ECA e dar uma perspectiva de futuro mais saudável aos nossos alunos e alunas. Todas as escolas devem se somar a essa idéia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

MAIS EDUCAÇÃO E HORTA ESCOLAR

Ontem a tarde, quinta-feira, estivemos com o Professor Pedro Gasel da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. A Visita foi marcada pelo Vereador Rildo Pessoa, que é agrônomo e ex-aluno da instituição. Nosso objetivo é assegurar um projeto para a efetivação da horta da Escola, uma aspiração antiga e, hoje, presente em nossa proposta no Mais Educação. A acolhida feita pelo Professor Gasel foi maravilhosa, chegando a marcar uma visita na próxima terça-feira, dia 23, pela manhã à Escola.
Queremos assegurar a efetivação dos projetos do Mais Educação e melhorar o nível de nossa Escola, que trabalha com mais de mil alunos. Além da horta, temos as atividades culturais como caratê, capoeira, dança e percussão; no campo pedagógico trabalhamos com a matemática, ciências e o letramento, pois nossos alunos são fruto de uma realidade em que as famílias, na maioria das vezes, não possui condições de dar o chamado “reforço escolar”. Desse modo, com essas atividades os alunos podem aprofundar os conteúdos dentro da escola. Há, ainda, o vôlei e o futsal que são as atividades esportivas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

SALAS AMBIENTES

Estamos iniciando em 2010 a implantação das salas ambientes. Serão 11 salas de aulas que vão funcionar com disciplinas próprias, devendo o ambiente das salas vão a ser organizadas com material de cada disciplina. Assim, Inglês tem que ter muito material referente à língua inglesa, matemática com todos os materiais referentes a essa matéria, etc. Neste momento, ainda não estamos com os livros nem o material, porém, até o final do semestre devemos estar com as salas em condições de receber e ajudar a desenvolver melhor nosso trabalho.
Os alunos ainda estão se adaptando a nova proposta, estranhando ter que circular na Escola. Nossa primeira conversa, no entanto, levou aos alunos a informação de que nossa proposta é assegurar a melhoria dos trabalhos, com possibilidade de aprofundar os conteúdos e estar próximo das literaturas e todos os materiais referentes aos assuntos trabalhados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Escola Oneide Tavares 2

Na discussão sobre o Planejamento fizemos algumas críticas sobre os pedagogos dentro do espaço escolar. A fala do Professor João, de Geografia, apontou para a necessidade do “pedagogo ter que conhecer a escola”. Penso que ele queria se referir ao espaço e as pessoas que ali estão presente. É verdade, ao final aproveitei para colocar essa necessidade a colega Jaqueline, que estava querendo produzir este debate sobre planejamento. Nós, pedagogos, as vezes esquecemos de certas lições. Uma delas é exatamente esta, conhecer a realidade para transformá-la. Em todos os espaços de trabalho, de militância política, ou mesmo de moradia, vamos encontrar aqueles mais antigos. Além do sentido de pertencimento, que chega a ser de posse, muitas pessoas têm o sentimento de derrota, de desânimo com o fazer educativo e de descrença nas nossas propostas. São comuns falas que apontam para o “já fizemos isso há alguns anos atrás”. Ou mesmo as mais pessimistas como “isso não vai dar certo”. O certo, porém, é que mesmo diante de determinados comportamentos desmotivados, quando chega a hora das atividades muitos desse professores arregaçam as mangas e assumem as tarefas. Querem ver a escola dar certo, os alunos darem certo e o seu próprio trabalho dar certo. E dá certo! É só fazermos um balanço positivo do que fizemos ao longo desses anos. Quantos alunos ajudamos a educar ao longo desses anos? Quantos alunos estão em atividades profissionais das mais diversas, ganhando a vida como cidadãos? Quantas crianças ajudamos a aprender a ler e escrever, ainda que com limitações, que é o que temos a superar? Penso que em um outro momento os próprios professores e professoras, técnicos e técnicas, funcionários e funcionárias devem fazer um balanço positivo da Escola “Oneide Tavares”, até para provar a cada um que o trabalho tem dado resultados, tem sido importante.

Escola Oneide Tavares 1

Hoje foi um dia interessante. Atendendo a solicitação da professora Silvana, que trabalha Química e Ciências na Escola Cidade de Emaús, estivemos na Escola Oneide de Sousa Tavares, na Cidade Nova, em Ananindeua. Ali, naquela Escola Estadual, a professora Silvana também possui carga horária. O convite foi para conversar sobre Planejamento do ano letivo. Nosso Blog já possui um breve comentário sobre o Planejamento deste ano, realizado aqui na Cidade de Emaús. Aceitei conversar para socializar nossas experiências nesses 25 anos de magistério e ouvir as experiências dos professores e professoras da Escola Oneide Tavares.
Diante da realidade da escola brasileira, estar conversando sobre a escola pública, suas possibilidades e desafios, é sempre muito interessante. Embora a questão tenha tomado um rumo menos aprofundado, sobretudo quando o tema apontava para questões internas como freqüência dos professores, compromisso do grupo com Escola ou a aprovação de qualquer jeito, a discussão nos possibilitou perceber que as mesmas angústias do Bengui estão presentes na Cidade Nova. Certamente, tais angústias estão presentes em milhares de outras escolas pelo Brasil a fora.
Talvez tenhamos frustrado um pouco a colega Supervisora, Jaqueline, que esperava maior debate sobre a importância do ato de planejar. Ainda que tenhamos conversado sobre o tema, mas é provável que as idéias tenham ficado mais nas entrelinhas. Nas postagens futuras vamos tentar dizer um pouco de como aconteceu este encontro.

Jovens, leiam e escrevam




Este texto tem o objetivo de pedir aos jovens estudantes e professores que escrevam suas idéias e façam deste espaço uma ferramenta de defesa da Escola Pública. É importante que façamos críticas e possamos dar sugestões para a Escola Cidade de Emaús, em particular, mas para a educação de um modo geral também. Escrevam e leiam o que escrevemos nessas últimas semanas.
Um forte abraço.
João Raimundo

domingo, 14 de março de 2010

Temos que conhecer os dois lados

Cuba Libre
o professor Emir Sader escreveu este artigo interessante sobre Cuba.
Os fariseus e a dignidade O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabem os telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes de rádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobre Cuba, se dependesse da mídia brasileira?O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo.No circo dessa imprensa recentemente realizado em São Paulo, os relatos dizem que os donos das empresas – Frias, Marinhos – tinham intervenções mais discretas, – ninguem duvida das suas posiçõoes de ultra-direita -, mas seus empregados se exibiam competindo sobre quem fazia a declaração mais extremista, mais retumbante, sabendo que seriam recolhidas pela mídia, mas sobretudo buscando sorrisinho no rosto dos patrões e, quem sabe, uns zerinhos a mais no contracheque no fim do mês.Quem foi informado pela imprensa que há quase 50 anos Cuba já terminou com o analfabetismo, que mais recentemente, com a participação direta dos seus educadores, o analfabetismo foi erradicado na Venezuela, na Bolívia e no Equador? Que empresa jornalística noiticiou? Quais mandaram repórteres para saber como países pobres ou menos desenvolvidos conseguiram o que mais desenvolvidos como os EUA ou mesmo o Brasil, a Argentina, o México, náo conseguiram?Mandaram repórteres saber como funciona naquela ilha do Caribe, pouco desenvolvida economicamente, o sistema educacional e de saúde universal e gratuito para todos? Se perguntaram sobre a comparação feita por Michael Moore no seu filme "Sicko" sobre os sistemas de saúde – em particular o brutalmente mercantilizado dos EUA e o público e gratuito de Cuba?Essas empresas privadas da mídia fizeram reportagens sobre a Escola Latinoamericana de Medicina que, em Cuba, já formou mais de cinco gerações de médicos de todos os países da América Latina e inclusive dos EUA, gratuitamente, na melhor medicina social do mundo? Foi despertada a curiosidade de algum jornalista, econômico, educativo ou não, sobre o fato de que Cuba, passando por grandes dificuldades econômicas – como suas empresas não deixam de noticiar – não fechou nenhuma vaga nem nas suas escolas tradicionais, nem na Escola Latinoamericana de Medicina, nem fechou nenhum leito em hospitais?Se dependesse dessas empresas, se trataria de um regime “decrépito”, governado por dois irmãos há mais de 50 anos, um verdadeiro “goulag tropical”, uma ilha transformada em prisão.Alguém tentou explicar como é possivel conviver esse tipo de sociedade igualitária com a base naval de Guantánamo? Se noticiam regularmente as barbaridades que ocorrem lá, onde presos sob simples suspeita, são interrogados e torturados – conforme tantas testemunhas que a imprensa se nega em publicar – em condições fora de qualquer jurisdição internacional?Noticiam que, como disse Raul Castro, sim, se tortura naquela ilha, se prende, se julga e se condena da forma mais arbitrária possível, detidos em masmorras, como animais, mas isso se passa sob responsabilidade norteamericana, desse mesmo governo que protesta por uma greve de fome de uma pessoa que – apesar da ignorância de cronistas da família Frias – não é um preso, mas está livre, na sua casa?Perguntam-se por que a maior potência imperial do mundo, derrotada por essa pequena ilha, ainda hoje tem um pedaco do seu territorio? Escandalizam-se, dizendo que se “passou dos limites”, quando constatam que isso se dá há mais de um século, sob os olhos complacentes da “comunidade internacional”, modelo de “civilização”, agentes do colonialismo, da escravidão, da pirataria, do imperialismo, das duas grandes guerras mundiais, do fascismo?Comparam a “indignação” atual dos jornais dos seus patrões com o que disseram ou calaram sobre Abu-Graieb? Sobre os “falsos positivos” (sabem do que se trata?) na Colômbia? Sobre a invasao e os massacres no Panamá, por tropas norteamericanas, que sequestraram e levaram para ser julgado em Miami seu ex-aliado e então presidente eleito do país, Noriega, cujos 30 anos foram completamente desconhecidos pela imprensa? Falam do muro que os EUA construíram na fronteira com o México, onde morre todos os anos mais gente do que em todo tempo de existência do muro de Berlim? A ocupação brutal da Palestina, o cerco que ainda segue a Gaza, é tema de seus espacos jornalisticos ou melhor calar para que os cada vez menos leitores, telespectadores e ouvintes possam se recordar do que realmente é barbarie, mas que cometida pela “civilizada” Israel – que ademais conta com empresas que anunciam regularmente nos orgãos dessas empresas – deve ser escondida? Que protestos fizeram os empregados da empresa que emprestou seus carros para que atuassem os servicos repressivos da ditadura, disfarçaados de jornalistas, para sequestrar, torturar, fuzilar e fazer opositores desaparecerem? Disseram que isso “passou de todos os limites” ou ficaram calados, para não perder seus empregos? Mas morreu um preso em Cuba. Que horror! Que oportunidade para bajular os seus patrões, mostrando indignação contra um país de esquerda! Que bom poder reafirmar diante deles que se se foi algum dia de esquerda, foi um resfriado, pego por más convivências, em lugares que não frequentam mais; já estão curados, vacinados, nunca mais pegarão esse vírus. (Um empregado da família Frias, casado com uma tucana, orgulha-se de ter ido a todos os Foruns Econômicos de Davos e a nenhum Fórum Social Mundial. Ali pôde conhecer ricaços e entrevistá-los, antes que estivessem envoldidos em escândalos, quebrassem ou fossem para a prisão. Cada um tem seu gosto, mas não dá para posar como “progressista”, escolhendo Davos a Porto Alegre.)Não conhecem Cuba, promovem a mentira do silêncio, para poder difamar Cuba. Não dizem o que era na época da ditadura de Batista e em que se transformou hoje. Não dizem que os problemas que têm a ilha é porque não quer fazer o que fez o darling dessa midia, FHC, impondo duro ajuste fiscal para equilibrar as finanças públicas, privatizando, favorecendo o grande capital, financeirizando a economia e o Estado. Cuba busca manter os direitos universais a toda sua população, para o que trata de desenvolver um modelo econômico que não faça com que o povo pague as dificuldades da economia. Mentem silenciando sobre o fato de que, em Cuba, não há ninguem abandonado nas ruas, de que todos podem contar com o apoio do Estado cubano, um Estado que nunca se rendeu ao FMI.Cuba é a sociedade mais igualitária do mundo, a mais solidária, um país soberano, assediado pelo mais longo bloqueio que a história conheceu, de quase 50 anos, pela maior potência econômica e militar da história. Cuba é vítima privilegiada da imprensa saudosa do Bush, porque se é possivel uma sociedade igualitária, solidária, mesmo que pobre, que maior acusação pode haver contra a sociedade do egoísmo, do consumismo, da mercantilizacao, em que tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra? Como disse Celso Amorim, o Ministro de Relações Exteriores do Brasil: os que querem contribuir a resolver a situação de Cuba tem uma fórmula muito simples – terminem com o bloqueio contra a ilha. Terminem com Guantanamo como base de terrorismo internacional, terminem com o bloqueio informativo, dêem aos cubanos o mesmo direito que dão diariamente aos opositores ao regime – o do expor o que pensam. Relatem as verdades de Cuba no lugar das mentiras, do silêncio e da covardia.Diante de situações como essa, a razão e a atualidade de José Martí:“Há de haver no mundo certa quantidade de decoro,como há de haver certa quantidade de luz.Quando há muitos homens sem decoro, há sempre outrosque têm em si o decoro de muitos homens.Estes são os que se rebelam com força terrívelcontra os que roubam aos povos sua liberdade,que é roubar-lhes seu decoro.Nesses homens vão milhares de homens,vai um povo inteiro,vai a dignidade humana…

Apoio é importante

Nossa Escola tem recebido apoio de diversas pessoas. O Vereador Rildo Pessoa, Morador do Bengui, tem nos apoiado na construção da horta e deve ajudar em um Plano de Manejo em nossa área verde. Ele, como Agrônomo, está conseguindo parceria com a UFRA e nos agradecemos. Na sexta-feira passada, dia que o Vereador nos visitou, também recebemos a visita de um jovem da Igreja Quadrangular, o Júnior, que pediu para adotar a Escola. Querem fazer atividades dentro do espaço com outros meninos e meninas, ajudando não apenas na questão da evangelização, mas melhorando o próprio espaço de convivência entre eles e elas. Agradecemos e já pedimos apoio deles para o mutirão que vamos fazer dia 20 próximo. Também, na sexta-feira, uma técnica da SEDUC solicitou nossa autorização parta apresentar um projeto sobre "RADIO ESCOLAR". Este é um velho sonho deste diretor e nós agradecemos também, com muita esperança. Foi uma semana abençoada e cheia de grandes promessas de parcerias.

PLANEJAMENTO EM 2010


Planejar é importante. Este é a idéia mais comum que temos visto em educação. Na quinta feira, depois do carnaval, começamos as reuniões de planejamento da Escola. Confessamos que não é muito simples, mas é necessário este primeiro encontro. Regado a leite com café, frutas e pão com queijo, começamos as discussões pelo que é de praxe: as atividades de rotina da Escola, como o dia internacional das mulheres já no início do ano letivo, depois a Páscoa, Tiradentes, o Dia do Trabalho, das Mães, etc. este calendário é comum em quase todas as Escolas, sempre encerrando o primeiro semestre com a já tradicional Festa Junina.
Outro ponto muito interessante foi a discussão sobre a necessidade de se rever o currículo que trabalhamos na Escola. Afinal, o que é esse currículo? Questionou um professor. Apresentamos os textos que o MEC entregou às escolas em 2009, cujo debate aponta exatamente para essa revisão das práticas e dos próprios conteúdos que temos despejado em sala de aula. O texto do Professor Miguel Arroyo está entre os autores que escreveram neste interessante debate. Voltando ao questionamento do nosso colega, comentamos a importância de entender o currículo não apenas como o conteúdo da disciplina, como é comum até nas universidades, mas ter um olhar sobre a formação desse aluno, sua história de vida, suas relações dentro da escola com os colegas e seus interesses. Assim estaremos construindo com ele, aluno ou ela, um currículo capaz de ajudar em sua formação. Cambamos para outra discussão, que não tinha contradição com a questão curricular. Debatemos a necessidade de uma avaliação mais qualitativa do que somativa.
Este ponto sobre avaliação apresentou uma questão interessante. João Evangelista, professor de matemática, fez um depoimento interessante: como é que você reprova, ou deixa de recuperação uma menina que é “boazinha, quietinha, que assiste aula direto...” Enquanto aquele cara que fica na bola, entra correndo na sala, atrasado, suado, consegue tirar a nota e passa tranqüilo? Este debate foi muito rico e nos colocou a necessidade de atentar para o que a própria LDB (Lei 9394/96) já expressa quando fala da necessidade de se dar atenção à avaliação qualitativa. É preciso rever não apenas a questão da avaliação, mas as relações que travamos com os meninos e meninas, para que todos possam somar esforços no sentido de educar, não apenas de “instruir”, ou pior, adestrar. Surgiu a preocupação com a repressão aos jovens que gostam de futebol; a discussão sobre o significado dos conteúdos; tratamos da importância do conhecimento, sobretudo com a ferramenta computador que os meninos usam e estão além de muitos de nós; vimos a necessidade de construir com os meninos a auto-avaliação, pois é uma forma de debater a ética, o compromisso dele com a verdade sobre ele mesmo e de participar, também do processo avaliativo, pois é o maior interessado neste. Por fim, discutimos a necessidade de entender a avaliação também como sendo um momento de formação. Infelizmente não conseguimos aprofundar mais este ponto, mas, não pretendemos esquecer este debate.
Continuando o planejamento apresentamos os Projeto do MAIS EDUCAÇÃO para 2010. Letramento, matemática e ciência estão voltados ao reforço escolar. Dança, capoeira, caratê, horta e outros voltam-se à formação mais integral dos alunos e alunas, permitindo que estejam em atividades nos horários diversos daquele em que estão em sala de aula. No Sábado passado, dia 13 de março, estivemos no comércio com a Coordenadora do Conselho Graça Menezes fazendo compras de material pedagógico (jogos), material esportivo e de mais uma TV (29`) e mais um DVD. O ano de 2010 promete se melhor para a Educação na Cidade de Emaús. Vamos sonhar, sonhar mais um sonho impossível...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

É PRECISO TER RESPONSAILIDADE


Na semana retrasada uma pasta com documentos que foram da Escola para a USE-10, durante a gestão do professor Ariosvaldo Cordeiro, chegou à Escola Cidade de Emaús. Ao olhar a documentação percebi que todos os ofícios enviados aos titulares da SEDUC, desde o Professor Mario Cardoso e a ex-Secretária Iracy Gallo, simplesmente estavam ali dentro, colocados não na gaveta, mas naquela pasta arquivo de poliondas. Como então seria possível dar solução a falta de professores, de funcionários, de segurança e atender outros pleitos importantes que estavam sendo apresentados? No mês de outubro, depois de estar fora da Escola e do Estado por mais de um ano, encaminhei a Professora Cleide para ser contratada como professora de português pois havia duas turmas de ensino fundamental sem a disciplina e cinco do médio. Eram 160 horas sem professor dessa disciplina e o professor Ari, como é conhecido o dito cujo, não se interessou em assegurar a contratação. Agora em janeiro, chegou uma recém formada e recém contratada, que fora indicada segundo ela, pelo deputado Airton Faleiro, cuja pessoa não conhece apenas pediu a carta e teve atendida a contratação. São coisas assim que tornam a educação o caos que temos visto. Neste ano ficamos sem professor de português, como já disse, sem o de matemática, sem artes e sem inglês. Hoje, li que em uma cidade do sul do Pará uma escola também estava sem professor. Para lamentar mais, ainda, é triste saber que em vez de ser responsabilizado pelas negligências que praticou na USE-10, o professor Ari teve uma espécie de promoção, saiu de gestor para assessor político. É lamentável...ou não é? É de erraivecer qualquer um. Ou não é? 2010 já inicia sem que a escola tenha o quadro completo de professores, funcionários e técnicos...Que venha logo o Bispo!