quinta-feira, 6 de maio de 2010
QUEM GANHA E QUEM PERDE COM A GREVE?
Essa é a pergunta que precisamos fazer sempre que uma instituição pública entra em greve. Seria interessante rediscutir a questão da mais-valia quanto ao trabalho desempenhado no setor público, para que se consiga compreender o papel desse setor na educação, saúde, transporte, etc. Por outro lado, é fato que há um descontentamento, sobretudo quando a questão se refere aos salários dos professores que se formaram, inclusive estimulados pelo próprio poder público, mas que não vão ser contemplado pelo PCCR, porque o "Estado pode quebrar"...como vivem ameaçando alguns conservadores. No entanto, a matéria é para ser debatida em todas as cidades do estado e para se apresentar um estudo do impacto dessa reclassificação na folha. Devendo ficar na condição de “especial” apenas aquelas e aqueles professores que não fizeram o curso superior, pois a legislação não os comporta mais, devendo o quadro especial,ser extinto a medida em que esses colegas fossem concluindo o curso superior e passassem para o nível 1, ou se aposentassem ou falecessem. Independente dessa situação, a questão de quem perde e quem ganha com a greve continua de pé. A nosso humilde perceber, a população mais pobre sempre perde. É ela quem recorre ao pronto socorro, a escola pública, ao transporte coletivo, etc. É essa população que não pode pagar empregado para ficar em casa com os filhos, não pode recorrer aos clubes para matricular as crianças em cursos e práticas esportivas, não pode pagar curso língua estrangeira moderna e muito menos fazer viagens para aproveitar os dias parados. Boa parte dessas crianças e adolescentes ficam nas ruas, enquanto suas mães e pais, empregados domésticos ou operários, tem que passar o dia inteiro trabalhando. Por outro lado, há aquela parcela bem menor da população que alavanca seus projetos , ao final de cada movimento e paralisação, contabiliza suas vitórias e pode assegurar um mandato de parlamentar. Com todo respeito aos que lutam e ajudam a melhorar a vida de todos nós, é preciso que se esgotem as forças e os instrumentos, inclusive judiciais, para que, talvez, possamos ameaçar com greve.

EMAÚS completa 40 anos e avalia avanços e desafios para infância e juventude no Brasil
Escrito por: radiomargarida, 29 de abril de 2010.
Largada da programação será neste sábado (1) e se estende até outubro. A ideia é fazer debates e reunir homens e mulheres que nas décadas de 70, 80 e 90 foram crianças e adolescentes atendidos pela ONG.
Esse ano, o Movimento de Emaús completa 40 anos de fundação. Esses 40 anos de defesa de direitos de crianças e adolescentes fizeram – e fazem – diferença na conquista de direitos humanos no Pará e no Brasil, mas apontam que ainda temos muitos desafios para garantir os direitos de meninos e meninas. Para marcar essas quatro décadas de história, que coincidem com os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Emaús está preparando uma vasta programação, cuja largada será no próximo sábado, dia 01 de maio.
Nesse dia, as diversas gerações que passaram pelo o Movimento de Emaús se encontrarão para relembrar essa história. Esse será um dos destaques da programação, que terá o depoimento de “antigos garotos” que passaram pelo Emaús durante as décadas de 70, 80 e 90 e, hoje, adultos, contam o quanto as atividades da organização fizeram a diferença em suas vidas.
As programações irão até o mês de dezembro com palestras, seminários, festas, exposições e diversas atividades que remetem aos avanços da defesa de direitos das crianças e adolescentes, como a promulgação do Eca, a criação do Sistema Nacional Socioeducativo (Sinase), o Plano Nacional de Convivência Familiar e comunitária e outras. A reunião deste sábado tem uma programação bem variada com debate sobre Trabalho Infantil, arte-educação e histórico do Emaús, além de músicas, danças e diversas apresentações.
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