terça-feira, 30 de março de 2010

Conferência de Educação


Ensino obrigatório dos quatro aos 17 vai exigir escolas e professores

Segunda-feira, 29 de março de 2010

Se o ensino obrigatório dos quatro aos 17 anos fosse plenamente implantado hoje, haveria 3,5 milhões de estudantes a mais em sala de aula. Mas estados e municípios têm prazo até 2016 para cumprir o que determina a Emenda Constitucional 59, que também estabelece o fim gradual da desvinculação das Receitas da União (DRU) para a educação. A necessidade de construir escolas e capacitar professores, sobretudo de educação infantil, para atender a essa demanda, foi lembrada no colóquio Acesso à educação e obrigatoriedade, durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que é realizada em Brasília.
A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, trouxe exemplos antagônicos. “A cidade de Pará de Minas tem 100% de suas crianças matriculadas em escolas de educação infantil, enquanto há estados ricos que não tem 50%”, exemplificou. Os dados foram levantados para alertar estados e municípios quanto à necessidade de se preparar para essa nova realidade.
Em 2010, também acaba o prazo para implementação do ensino fundamental de nove anos, ou seja, os estudantes devem ser matriculados a partir dos seis. “Olha que essa é uma meta conhecida e temos estados penando para implementá-la”, argumentou Pilar. O MEC têm programas específicos para incentivar a educação infantil, como o Proinfância, que investirá, até o final deste ano, R$ 800 milhões na ampliação e na melhoria das instalações destinadas à educação infantil.
Pesquisas comprovam que crianças que começam a frequentar a escola antes dos seis anos de idade têm mais chances de chegar ao ensino superior.
Direito - Vital Didonet, professor e pesquisador, aproveitou a ocasião para questionar o sentido do direito à educação. “Não estamos falando de garantir vagas na escola e sim de garantir a aprendizagem”, sustentou. Didonet também foi categórico quanto à necessidade de investimento na educação infantil. “Estamos construindo as diretrizes do próximo plano nacional. Educação infantil é prioridade”, propôs.

Assessoria de Comunicação Social – MEC
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15248

domingo, 28 de março de 2010

PRÊMIO PARA NOSSOS ALUNOS


Os alunos da 5a a 8a séries da Escola CIDADE DE EMAÚS estão sendo convidados a escrever uma redação de até 25 linhas sobre algum desses temas:

1 - TIRADENTES UM EXEMPLO A SER SGUIDO
2 - POR QUE COMEMORAMOS O DIA 1º DE MAIO?
3 - A ESCRAVIDÃO DA POPULAÇÃO NEGRA E A LEI ÁUREA
4 - MÃE, MULHER E CHEFE DE FAMILIA: UM DIA DE MÃES TRABALHADORAS

A redações dos itens 1 e 2 devem ser entregues até 15 de abril e as dos itens 3 e 4 até o dia 05 de maio.
As melhores redações de cada tema serão escolhidas pelos professores de língua portuguesa, devendo os alunos serem premiados com livros e um prêmio surpresa para cada um dos escolhidos. Escreva e entregue seu trabalho na Secretaria da Escola.

quinta-feira, 25 de março de 2010

PROVINHA BRASIL

Amanhã vamos reunir na USE-10 para receber o material da Provinha Brasil, que será aplicada aos alunos da 2ª série, 3º ano. É preciso que sejamos transparentes quanto a qualidade de nossas escola públicas, mas é preciso que também sejamos transparentes quanto a necessidade de um rigor nos recursos que devem ser investidos em educação, visando melhorar o ensino e as condições de trabalho dentro das escolas. Vamos aguardar para ver se o Brasil muda seus valores e suas práticas históricas, que tem comprometido até hoje nossa possibilidade de ser uma República, com letra maiúscula.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MERIVALDO PAIVA DEIXA UM LEGADO E MUITA SAUDADE


Na comemoração dos nossos 25 anos, em 2007, tivemos o privilégio de conversar com o Professor Merivaldo Paiva, um intelectual profundo, mas de uma simplicidade capaz de se fazer entender pelas crianças que assistirem sua fala. Os professores e professoras da Escola Cidade de Emaús debateram sobre a qualidade da escola e tiveram a oportunidade de ouvir do Professor Merivaldo que “uma escola precisa dar dignidade aos educadores a começar pelos banheiros...” Depois dessa visita, ele se manifestou sobre as críticas feitas pelo diretor da Escola, professor João, manifestando-se de forma estranha pelo fato de um diretor fazer denúncias sérias sobre a ética na Secretaria de Educação, sem nenhuma providencia tomada. Mais uma vez, de forma detalhada, volta a criticar a falta de compromisso com a escola pública. Sua história de vida será uma referencia para muitos profissionais que tiveram contato com ele. Sem dúvida, pela sua profissão, ajudou a formar profissionais de diversas áreas e, certamente, com um mesmo perfil ético. Fica a saudade de quem conviveu com ele e pode beber nessa fonte.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Projeto Político Pedagógico: moda, exigência ou tomada de consciência?






Edmerson dos Santos Reis



Pensar um projeto de educação implica pensar o tipo e qualidade de escola, a concepção de homem e de sociedade que se pretende construir.
Ultimamente temos observado uma correria enorme por parte de escolas e sistemas educacionais na busca da construção de seus projetos políticos pedagógicos. As discussões vão desde a importância de um projeto para escola até mesmo a louca corrida pela execução da antiga pedagogia de projetos, mais só agora descoberta por algumas autoridades da educação que a todo custo, mais uma vez tentam às pressas implantá-la, como se esta fosse novamente o ovo de Colombo da educação brasileira, que no decorrer da sua história já descobriu outros ovos que também a todo custo tentaram empurrá-los garganta a dentro dos professores.
Já estamos cansados de compreender que as mudanças na educação dependem fundamentalmente de vontade política, no que diz respeito a encará-la como prioridade nacional – não enquanto lema, mas praticamente – e da vontade e empenho dos professores, que são de fato os responsáveis para no dia-a-dia tornar em prática os projetos e concepções de educação que sempre foi idealizado por alguns e não por eles, o que contribui para que tenhamos tantas propostas interessantes no papel, mas que no fazer pedagógico se mantém a uma distância enorme do idealizado.
As nossas escolas num sentido amplo e os dirigentes políticos, poucos se preocupavam com a existência de um projeto político pedagógico, já que a nossa educação ao logo do tempo, salvo raras exceções, sempre foi um dos caminhos mais fáceis para se praticar os desvios de recursos para outros setores e em muitos casos para o enriquecimento ilícito, o que nos surpreende essa busca geral em que se encontram os sistemas de ensino para concretizarem os seus projetos.
A necessidade de um projeto político pedagógico na escola antecede a qualquer decisão política ou exigência legal, já que enquanto educadores e enquanto membros da instituição escola, devemos ter claro a que horizonte pretendemos chegar com os nossos alunos, com a comunidade e com a sociedade, caso contrário não estaremos exercendo o nosso papel de educador, mas simplesmente de "aventureiro", que não sabe onde quer chegar.
Como na educação a moda é uma constante, principalmente por parte daqueles que na verdade ficam esperando um pacote pronto de técnicas e métodos de ensino, em vez de buscarem desenvolver a criatividade e na prática irem recriando a sua própria prática pedagógica, questiono: será mais uma moda? Será que a educação "entenda-se educadores e dirigentes dos sistemas educacionais" acordaram e resolveram de fato assumirem o pacto pela qualidade da educação? Ou será apenas mais uma corrida para que cumpramos mais uma vez as exigência legais e dos acordos internacionais? Será que cada escola vai assumir ou ter apenas um projeto escrito? Ou continuaremos com as mesmas e velhas práticas autoritárias e alienantes dos nossos alunos e no dia seguinte, com o peito aberto sairmos profetizando a mudança, pregando a demagogia e falando de formação para a cidadania e para o viver da democracia?
Claramente, não acredito nas mudanças da educação quando elas acontecem de cima para baixo. Se a escola é fruto da sociedade, é conseqüência dos saberes construídos socialmente, culturalmente, subjetivamente pelas pessoas que estão fora e dentro da escola, como podemos pensar em mudanças a partir daqueles que não estão diretamente ligados a esta realidade. Alunos, professores, comunidades, não podem figurar apenas nos papéis e nas propostas, devem fazer parte do sistema de reformulação do pensar a educação e a escola.
Sendo assim, a mola principal das mudanças, é a postura e crença do educador num repensar a educação e a sua própria caminhada, senão, como já disse ex Ministro da Educação Carlos Chiarelli em 1992 "os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem e o governo finge que controla", quando na verdade deveríamos assumir o papel de educador, para tentarmos envolver e empolgar a sociedade a lutar por uma educação mais real, digna de um país de 500 anos de "descobrimento".

domingo, 21 de março de 2010

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


Em contato com a Professora Nauzira, técnica lotada na USE-10, o Professor João pediu ajuda para que a Escola consiga definir um PPP que atenda as necessidade da excola, expresse a vontade da comunidade e possa garantir a melhoria do trabalho na Escola Cidade de Emaús. Todos tem que participar dessa construção, pois é fundamental que o Projeto seja não apenas construido, mas internalizado por todos. A idéia é envolver inclusive as crianças na feitura deste novo PPP, que deve ter um olhar para as experiencias ricas do passado, ser construido no presente, com uma possibilidade de melhorar o futuro. Vamos formar uma comissão urgente para começar a organizar as discussões sobre a elaboração do nosso PPP, o que vocês, alunos, professores, funcionários e responsáveis acham?

EM DEFESA DO ECA


Ano passado o Professor João esteve participando, como Conselheiro do CEDCA – Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente, de várias Conferencias municipais. Cidades como Mocojuba, Nova Timboteua e Mãe do Rio tem enfrentado problemas e violência, mas seus profissionais vem assumindo cada vez mais a frente de luta em favor das crianças e adolescentes vitimas de abuso sexual, violência doméstica ou policial e outras formas de agressão aos direitos humanos de meninos e meninas. Este conceito de DIREITOS HUMANOS de Criança e Adolescente é importe de ser debatido e tem estado presente nos discursos e ações de muitos educadores, principalmente da FUNCAP, que é a Instituição especializada no atendimento de adolescente que se encontram em conflito com a legislação vigente. Um parceria interessante, sem dúvida, é trazer para discussão dentro da Escola Cidade de Emaús, os técnicos e dirigentes da Fundação, para que possamos aprofundar os debates sobre esses direitos, fortalecer o ECA e dar uma perspectiva de futuro mais saudável aos nossos alunos e alunas. Todas as escolas devem se somar a essa idéia.

sexta-feira, 19 de março de 2010

MAIS EDUCAÇÃO E HORTA ESCOLAR

Ontem a tarde, quinta-feira, estivemos com o Professor Pedro Gasel da Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. A Visita foi marcada pelo Vereador Rildo Pessoa, que é agrônomo e ex-aluno da instituição. Nosso objetivo é assegurar um projeto para a efetivação da horta da Escola, uma aspiração antiga e, hoje, presente em nossa proposta no Mais Educação. A acolhida feita pelo Professor Gasel foi maravilhosa, chegando a marcar uma visita na próxima terça-feira, dia 23, pela manhã à Escola.
Queremos assegurar a efetivação dos projetos do Mais Educação e melhorar o nível de nossa Escola, que trabalha com mais de mil alunos. Além da horta, temos as atividades culturais como caratê, capoeira, dança e percussão; no campo pedagógico trabalhamos com a matemática, ciências e o letramento, pois nossos alunos são fruto de uma realidade em que as famílias, na maioria das vezes, não possui condições de dar o chamado “reforço escolar”. Desse modo, com essas atividades os alunos podem aprofundar os conteúdos dentro da escola. Há, ainda, o vôlei e o futsal que são as atividades esportivas.

quinta-feira, 18 de março de 2010

SALAS AMBIENTES

Estamos iniciando em 2010 a implantação das salas ambientes. Serão 11 salas de aulas que vão funcionar com disciplinas próprias, devendo o ambiente das salas vão a ser organizadas com material de cada disciplina. Assim, Inglês tem que ter muito material referente à língua inglesa, matemática com todos os materiais referentes a essa matéria, etc. Neste momento, ainda não estamos com os livros nem o material, porém, até o final do semestre devemos estar com as salas em condições de receber e ajudar a desenvolver melhor nosso trabalho.
Os alunos ainda estão se adaptando a nova proposta, estranhando ter que circular na Escola. Nossa primeira conversa, no entanto, levou aos alunos a informação de que nossa proposta é assegurar a melhoria dos trabalhos, com possibilidade de aprofundar os conteúdos e estar próximo das literaturas e todos os materiais referentes aos assuntos trabalhados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Escola Oneide Tavares 2

Na discussão sobre o Planejamento fizemos algumas críticas sobre os pedagogos dentro do espaço escolar. A fala do Professor João, de Geografia, apontou para a necessidade do “pedagogo ter que conhecer a escola”. Penso que ele queria se referir ao espaço e as pessoas que ali estão presente. É verdade, ao final aproveitei para colocar essa necessidade a colega Jaqueline, que estava querendo produzir este debate sobre planejamento. Nós, pedagogos, as vezes esquecemos de certas lições. Uma delas é exatamente esta, conhecer a realidade para transformá-la. Em todos os espaços de trabalho, de militância política, ou mesmo de moradia, vamos encontrar aqueles mais antigos. Além do sentido de pertencimento, que chega a ser de posse, muitas pessoas têm o sentimento de derrota, de desânimo com o fazer educativo e de descrença nas nossas propostas. São comuns falas que apontam para o “já fizemos isso há alguns anos atrás”. Ou mesmo as mais pessimistas como “isso não vai dar certo”. O certo, porém, é que mesmo diante de determinados comportamentos desmotivados, quando chega a hora das atividades muitos desse professores arregaçam as mangas e assumem as tarefas. Querem ver a escola dar certo, os alunos darem certo e o seu próprio trabalho dar certo. E dá certo! É só fazermos um balanço positivo do que fizemos ao longo desses anos. Quantos alunos ajudamos a educar ao longo desses anos? Quantos alunos estão em atividades profissionais das mais diversas, ganhando a vida como cidadãos? Quantas crianças ajudamos a aprender a ler e escrever, ainda que com limitações, que é o que temos a superar? Penso que em um outro momento os próprios professores e professoras, técnicos e técnicas, funcionários e funcionárias devem fazer um balanço positivo da Escola “Oneide Tavares”, até para provar a cada um que o trabalho tem dado resultados, tem sido importante.

Escola Oneide Tavares 1

Hoje foi um dia interessante. Atendendo a solicitação da professora Silvana, que trabalha Química e Ciências na Escola Cidade de Emaús, estivemos na Escola Oneide de Sousa Tavares, na Cidade Nova, em Ananindeua. Ali, naquela Escola Estadual, a professora Silvana também possui carga horária. O convite foi para conversar sobre Planejamento do ano letivo. Nosso Blog já possui um breve comentário sobre o Planejamento deste ano, realizado aqui na Cidade de Emaús. Aceitei conversar para socializar nossas experiências nesses 25 anos de magistério e ouvir as experiências dos professores e professoras da Escola Oneide Tavares.
Diante da realidade da escola brasileira, estar conversando sobre a escola pública, suas possibilidades e desafios, é sempre muito interessante. Embora a questão tenha tomado um rumo menos aprofundado, sobretudo quando o tema apontava para questões internas como freqüência dos professores, compromisso do grupo com Escola ou a aprovação de qualquer jeito, a discussão nos possibilitou perceber que as mesmas angústias do Bengui estão presentes na Cidade Nova. Certamente, tais angústias estão presentes em milhares de outras escolas pelo Brasil a fora.
Talvez tenhamos frustrado um pouco a colega Supervisora, Jaqueline, que esperava maior debate sobre a importância do ato de planejar. Ainda que tenhamos conversado sobre o tema, mas é provável que as idéias tenham ficado mais nas entrelinhas. Nas postagens futuras vamos tentar dizer um pouco de como aconteceu este encontro.

Jovens, leiam e escrevam




Este texto tem o objetivo de pedir aos jovens estudantes e professores que escrevam suas idéias e façam deste espaço uma ferramenta de defesa da Escola Pública. É importante que façamos críticas e possamos dar sugestões para a Escola Cidade de Emaús, em particular, mas para a educação de um modo geral também. Escrevam e leiam o que escrevemos nessas últimas semanas.
Um forte abraço.
João Raimundo

domingo, 14 de março de 2010

Temos que conhecer os dois lados

Cuba Libre
o professor Emir Sader escreveu este artigo interessante sobre Cuba.
Os fariseus e a dignidade O que sabem os leitores dos diários brasileiros sobre Cuba? O que sabem os telespectadores brasileiros sobre Cuba? O que sabem os ouvintes de rádio brasileiros sobre Cuba? O que saberia o povo brasileiro sobre Cuba, se dependesse da mídia brasileira?O que mais os jornalistas da imprensa mercantil adoram é concordar com seus patrões. Podem exorbitar na linguagem, para badalar os que pagam seu salários. Sabem que atacar ao PT é o que mais agrada a seus patrões, porque é quem mais os perturba e os afeta. Vale até dar espaco para qualquer mercenário publicar calúnias contra o Lula, para, depois jogá-lo de volta na lata do lixo.No circo dessa imprensa recentemente realizado em São Paulo, os relatos dizem que os donos das empresas – Frias, Marinhos – tinham intervenções mais discretas, – ninguem duvida das suas posiçõoes de ultra-direita -, mas seus empregados se exibiam competindo sobre quem fazia a declaração mais extremista, mais retumbante, sabendo que seriam recolhidas pela mídia, mas sobretudo buscando sorrisinho no rosto dos patrões e, quem sabe, uns zerinhos a mais no contracheque no fim do mês.Quem foi informado pela imprensa que há quase 50 anos Cuba já terminou com o analfabetismo, que mais recentemente, com a participação direta dos seus educadores, o analfabetismo foi erradicado na Venezuela, na Bolívia e no Equador? Que empresa jornalística noiticiou? Quais mandaram repórteres para saber como países pobres ou menos desenvolvidos conseguiram o que mais desenvolvidos como os EUA ou mesmo o Brasil, a Argentina, o México, náo conseguiram?Mandaram repórteres saber como funciona naquela ilha do Caribe, pouco desenvolvida economicamente, o sistema educacional e de saúde universal e gratuito para todos? Se perguntaram sobre a comparação feita por Michael Moore no seu filme "Sicko" sobre os sistemas de saúde – em particular o brutalmente mercantilizado dos EUA e o público e gratuito de Cuba?Essas empresas privadas da mídia fizeram reportagens sobre a Escola Latinoamericana de Medicina que, em Cuba, já formou mais de cinco gerações de médicos de todos os países da América Latina e inclusive dos EUA, gratuitamente, na melhor medicina social do mundo? Foi despertada a curiosidade de algum jornalista, econômico, educativo ou não, sobre o fato de que Cuba, passando por grandes dificuldades econômicas – como suas empresas não deixam de noticiar – não fechou nenhuma vaga nem nas suas escolas tradicionais, nem na Escola Latinoamericana de Medicina, nem fechou nenhum leito em hospitais?Se dependesse dessas empresas, se trataria de um regime “decrépito”, governado por dois irmãos há mais de 50 anos, um verdadeiro “goulag tropical”, uma ilha transformada em prisão.Alguém tentou explicar como é possivel conviver esse tipo de sociedade igualitária com a base naval de Guantánamo? Se noticiam regularmente as barbaridades que ocorrem lá, onde presos sob simples suspeita, são interrogados e torturados – conforme tantas testemunhas que a imprensa se nega em publicar – em condições fora de qualquer jurisdição internacional?Noticiam que, como disse Raul Castro, sim, se tortura naquela ilha, se prende, se julga e se condena da forma mais arbitrária possível, detidos em masmorras, como animais, mas isso se passa sob responsabilidade norteamericana, desse mesmo governo que protesta por uma greve de fome de uma pessoa que – apesar da ignorância de cronistas da família Frias – não é um preso, mas está livre, na sua casa?Perguntam-se por que a maior potência imperial do mundo, derrotada por essa pequena ilha, ainda hoje tem um pedaco do seu territorio? Escandalizam-se, dizendo que se “passou dos limites”, quando constatam que isso se dá há mais de um século, sob os olhos complacentes da “comunidade internacional”, modelo de “civilização”, agentes do colonialismo, da escravidão, da pirataria, do imperialismo, das duas grandes guerras mundiais, do fascismo?Comparam a “indignação” atual dos jornais dos seus patrões com o que disseram ou calaram sobre Abu-Graieb? Sobre os “falsos positivos” (sabem do que se trata?) na Colômbia? Sobre a invasao e os massacres no Panamá, por tropas norteamericanas, que sequestraram e levaram para ser julgado em Miami seu ex-aliado e então presidente eleito do país, Noriega, cujos 30 anos foram completamente desconhecidos pela imprensa? Falam do muro que os EUA construíram na fronteira com o México, onde morre todos os anos mais gente do que em todo tempo de existência do muro de Berlim? A ocupação brutal da Palestina, o cerco que ainda segue a Gaza, é tema de seus espacos jornalisticos ou melhor calar para que os cada vez menos leitores, telespectadores e ouvintes possam se recordar do que realmente é barbarie, mas que cometida pela “civilizada” Israel – que ademais conta com empresas que anunciam regularmente nos orgãos dessas empresas – deve ser escondida? Que protestos fizeram os empregados da empresa que emprestou seus carros para que atuassem os servicos repressivos da ditadura, disfarçaados de jornalistas, para sequestrar, torturar, fuzilar e fazer opositores desaparecerem? Disseram que isso “passou de todos os limites” ou ficaram calados, para não perder seus empregos? Mas morreu um preso em Cuba. Que horror! Que oportunidade para bajular os seus patrões, mostrando indignação contra um país de esquerda! Que bom poder reafirmar diante deles que se se foi algum dia de esquerda, foi um resfriado, pego por más convivências, em lugares que não frequentam mais; já estão curados, vacinados, nunca mais pegarão esse vírus. (Um empregado da família Frias, casado com uma tucana, orgulha-se de ter ido a todos os Foruns Econômicos de Davos e a nenhum Fórum Social Mundial. Ali pôde conhecer ricaços e entrevistá-los, antes que estivessem envoldidos em escândalos, quebrassem ou fossem para a prisão. Cada um tem seu gosto, mas não dá para posar como “progressista”, escolhendo Davos a Porto Alegre.)Não conhecem Cuba, promovem a mentira do silêncio, para poder difamar Cuba. Não dizem o que era na época da ditadura de Batista e em que se transformou hoje. Não dizem que os problemas que têm a ilha é porque não quer fazer o que fez o darling dessa midia, FHC, impondo duro ajuste fiscal para equilibrar as finanças públicas, privatizando, favorecendo o grande capital, financeirizando a economia e o Estado. Cuba busca manter os direitos universais a toda sua população, para o que trata de desenvolver um modelo econômico que não faça com que o povo pague as dificuldades da economia. Mentem silenciando sobre o fato de que, em Cuba, não há ninguem abandonado nas ruas, de que todos podem contar com o apoio do Estado cubano, um Estado que nunca se rendeu ao FMI.Cuba é a sociedade mais igualitária do mundo, a mais solidária, um país soberano, assediado pelo mais longo bloqueio que a história conheceu, de quase 50 anos, pela maior potência econômica e militar da história. Cuba é vítima privilegiada da imprensa saudosa do Bush, porque se é possivel uma sociedade igualitária, solidária, mesmo que pobre, que maior acusação pode haver contra a sociedade do egoísmo, do consumismo, da mercantilizacao, em que tudo tem preço, tudo se vende, tudo se compra? Como disse Celso Amorim, o Ministro de Relações Exteriores do Brasil: os que querem contribuir a resolver a situação de Cuba tem uma fórmula muito simples – terminem com o bloqueio contra a ilha. Terminem com Guantanamo como base de terrorismo internacional, terminem com o bloqueio informativo, dêem aos cubanos o mesmo direito que dão diariamente aos opositores ao regime – o do expor o que pensam. Relatem as verdades de Cuba no lugar das mentiras, do silêncio e da covardia.Diante de situações como essa, a razão e a atualidade de José Martí:“Há de haver no mundo certa quantidade de decoro,como há de haver certa quantidade de luz.Quando há muitos homens sem decoro, há sempre outrosque têm em si o decoro de muitos homens.Estes são os que se rebelam com força terrívelcontra os que roubam aos povos sua liberdade,que é roubar-lhes seu decoro.Nesses homens vão milhares de homens,vai um povo inteiro,vai a dignidade humana…

Apoio é importante

Nossa Escola tem recebido apoio de diversas pessoas. O Vereador Rildo Pessoa, Morador do Bengui, tem nos apoiado na construção da horta e deve ajudar em um Plano de Manejo em nossa área verde. Ele, como Agrônomo, está conseguindo parceria com a UFRA e nos agradecemos. Na sexta-feira passada, dia que o Vereador nos visitou, também recebemos a visita de um jovem da Igreja Quadrangular, o Júnior, que pediu para adotar a Escola. Querem fazer atividades dentro do espaço com outros meninos e meninas, ajudando não apenas na questão da evangelização, mas melhorando o próprio espaço de convivência entre eles e elas. Agradecemos e já pedimos apoio deles para o mutirão que vamos fazer dia 20 próximo. Também, na sexta-feira, uma técnica da SEDUC solicitou nossa autorização parta apresentar um projeto sobre "RADIO ESCOLAR". Este é um velho sonho deste diretor e nós agradecemos também, com muita esperança. Foi uma semana abençoada e cheia de grandes promessas de parcerias.

PLANEJAMENTO EM 2010


Planejar é importante. Este é a idéia mais comum que temos visto em educação. Na quinta feira, depois do carnaval, começamos as reuniões de planejamento da Escola. Confessamos que não é muito simples, mas é necessário este primeiro encontro. Regado a leite com café, frutas e pão com queijo, começamos as discussões pelo que é de praxe: as atividades de rotina da Escola, como o dia internacional das mulheres já no início do ano letivo, depois a Páscoa, Tiradentes, o Dia do Trabalho, das Mães, etc. este calendário é comum em quase todas as Escolas, sempre encerrando o primeiro semestre com a já tradicional Festa Junina.
Outro ponto muito interessante foi a discussão sobre a necessidade de se rever o currículo que trabalhamos na Escola. Afinal, o que é esse currículo? Questionou um professor. Apresentamos os textos que o MEC entregou às escolas em 2009, cujo debate aponta exatamente para essa revisão das práticas e dos próprios conteúdos que temos despejado em sala de aula. O texto do Professor Miguel Arroyo está entre os autores que escreveram neste interessante debate. Voltando ao questionamento do nosso colega, comentamos a importância de entender o currículo não apenas como o conteúdo da disciplina, como é comum até nas universidades, mas ter um olhar sobre a formação desse aluno, sua história de vida, suas relações dentro da escola com os colegas e seus interesses. Assim estaremos construindo com ele, aluno ou ela, um currículo capaz de ajudar em sua formação. Cambamos para outra discussão, que não tinha contradição com a questão curricular. Debatemos a necessidade de uma avaliação mais qualitativa do que somativa.
Este ponto sobre avaliação apresentou uma questão interessante. João Evangelista, professor de matemática, fez um depoimento interessante: como é que você reprova, ou deixa de recuperação uma menina que é “boazinha, quietinha, que assiste aula direto...” Enquanto aquele cara que fica na bola, entra correndo na sala, atrasado, suado, consegue tirar a nota e passa tranqüilo? Este debate foi muito rico e nos colocou a necessidade de atentar para o que a própria LDB (Lei 9394/96) já expressa quando fala da necessidade de se dar atenção à avaliação qualitativa. É preciso rever não apenas a questão da avaliação, mas as relações que travamos com os meninos e meninas, para que todos possam somar esforços no sentido de educar, não apenas de “instruir”, ou pior, adestrar. Surgiu a preocupação com a repressão aos jovens que gostam de futebol; a discussão sobre o significado dos conteúdos; tratamos da importância do conhecimento, sobretudo com a ferramenta computador que os meninos usam e estão além de muitos de nós; vimos a necessidade de construir com os meninos a auto-avaliação, pois é uma forma de debater a ética, o compromisso dele com a verdade sobre ele mesmo e de participar, também do processo avaliativo, pois é o maior interessado neste. Por fim, discutimos a necessidade de entender a avaliação também como sendo um momento de formação. Infelizmente não conseguimos aprofundar mais este ponto, mas, não pretendemos esquecer este debate.
Continuando o planejamento apresentamos os Projeto do MAIS EDUCAÇÃO para 2010. Letramento, matemática e ciência estão voltados ao reforço escolar. Dança, capoeira, caratê, horta e outros voltam-se à formação mais integral dos alunos e alunas, permitindo que estejam em atividades nos horários diversos daquele em que estão em sala de aula. No Sábado passado, dia 13 de março, estivemos no comércio com a Coordenadora do Conselho Graça Menezes fazendo compras de material pedagógico (jogos), material esportivo e de mais uma TV (29`) e mais um DVD. O ano de 2010 promete se melhor para a Educação na Cidade de Emaús. Vamos sonhar, sonhar mais um sonho impossível...