domingo, 15 de agosto de 2010

DESAFIO DO TRABALHO NA PERIFERIA


As dificuldades de trabalhar educação na periferia são enormes.
As famílias, na grande maioria das vezes, não possuem a cultura de estudar, que está encravada na classe média.
As casas não oferecem condições para que as crianças e adolescentes possam sentar e estudar, ou mesmo ter uma refeição adequada.
O entorno da criança e do adolescente não é cercado de influências visando levá-la a uma formação futura, estimulando-a à universidade.
Os professores não conseguem estabelecer uma "sinergia" com essa garotada e muito menos com as famílias.
Na semana passada um professor me colocava, quando questionado do "por que" de nossos alunos não conseguirem sucesso em disciplinas como Física e Matemática. Assim como não conseguem em história e geografia.
Ele me respondeu dizendo que em uma escola da elite, particular, os alunos tem três professores de física no final do curso e três de matemática. Não vamos longe. A Escola "Rego Barros" que tem se destacado no ENEM e é pública, administrada pela Aeronáutica, tem pelo menos dois professores por disciplina desde o primeiro ano do Médio.
Isso não retira as preocupações que levantei lá nos primeiros parágrafos, ao contrário, somente se somam a elas e agrava ainda mais o drama da escola periférica estadual voltada às classes mais pobres. O que fazer? Quem pode e quer ajudar a construir esta resposta?

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