Não tem sido fácil coordenar atividades dentro de uma escola cujo objetivo não se resume simplesmente a "adestrar" alunos e alunas, fazendo com que cheguem ao "vestibular". Há inquietude, principalmente, de nossas crianças e adolescentes. Há um trabalho reprodutivo, conservador, ainda que cheio de boas intenções. Estabelece-se dessa forma um conflito, que se agrava com a disseminação do consumo de drogas em quase todos os municípios e periferias do país, além de assistirmos inerte a drenagem de dinheiro público sendo dragado pelo ralo da corrupção. O que esperar e o que dizer sobre o futuro? Quais as coisas reais que essa escola pode oferecer no sentido de contribuir com esses meninos e meninas? Ajude-nos a pensar uma saída para este verdadeiro drama que estamos vivendo. Um drama que se aprofunda a cada ano, com ausência de professores, evasão escolar freqüente, gravidez na adolescência, jovens as voltas com atos inflacionais, pais e mães desvinculados culturalmente e historicamente da escola, etc. Adultos, jovens e crianças devem estar aqui, conosco, pensando esses caminhos. Também serão bem vindas as experiências de outras escolas, de outros educadores e educadoras, educandos e educandas. Será, ainda, interessante receber para o debate e para matar a saudade os nosso amigos e amigas de outros estados e de outros países.
João Raimundo da Silva Sousa
domingo, 23 de agosto de 2009
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