domingo, 14 de março de 2010

PLANEJAMENTO EM 2010


Planejar é importante. Este é a idéia mais comum que temos visto em educação. Na quinta feira, depois do carnaval, começamos as reuniões de planejamento da Escola. Confessamos que não é muito simples, mas é necessário este primeiro encontro. Regado a leite com café, frutas e pão com queijo, começamos as discussões pelo que é de praxe: as atividades de rotina da Escola, como o dia internacional das mulheres já no início do ano letivo, depois a Páscoa, Tiradentes, o Dia do Trabalho, das Mães, etc. este calendário é comum em quase todas as Escolas, sempre encerrando o primeiro semestre com a já tradicional Festa Junina.
Outro ponto muito interessante foi a discussão sobre a necessidade de se rever o currículo que trabalhamos na Escola. Afinal, o que é esse currículo? Questionou um professor. Apresentamos os textos que o MEC entregou às escolas em 2009, cujo debate aponta exatamente para essa revisão das práticas e dos próprios conteúdos que temos despejado em sala de aula. O texto do Professor Miguel Arroyo está entre os autores que escreveram neste interessante debate. Voltando ao questionamento do nosso colega, comentamos a importância de entender o currículo não apenas como o conteúdo da disciplina, como é comum até nas universidades, mas ter um olhar sobre a formação desse aluno, sua história de vida, suas relações dentro da escola com os colegas e seus interesses. Assim estaremos construindo com ele, aluno ou ela, um currículo capaz de ajudar em sua formação. Cambamos para outra discussão, que não tinha contradição com a questão curricular. Debatemos a necessidade de uma avaliação mais qualitativa do que somativa.
Este ponto sobre avaliação apresentou uma questão interessante. João Evangelista, professor de matemática, fez um depoimento interessante: como é que você reprova, ou deixa de recuperação uma menina que é “boazinha, quietinha, que assiste aula direto...” Enquanto aquele cara que fica na bola, entra correndo na sala, atrasado, suado, consegue tirar a nota e passa tranqüilo? Este debate foi muito rico e nos colocou a necessidade de atentar para o que a própria LDB (Lei 9394/96) já expressa quando fala da necessidade de se dar atenção à avaliação qualitativa. É preciso rever não apenas a questão da avaliação, mas as relações que travamos com os meninos e meninas, para que todos possam somar esforços no sentido de educar, não apenas de “instruir”, ou pior, adestrar. Surgiu a preocupação com a repressão aos jovens que gostam de futebol; a discussão sobre o significado dos conteúdos; tratamos da importância do conhecimento, sobretudo com a ferramenta computador que os meninos usam e estão além de muitos de nós; vimos a necessidade de construir com os meninos a auto-avaliação, pois é uma forma de debater a ética, o compromisso dele com a verdade sobre ele mesmo e de participar, também do processo avaliativo, pois é o maior interessado neste. Por fim, discutimos a necessidade de entender a avaliação também como sendo um momento de formação. Infelizmente não conseguimos aprofundar mais este ponto, mas, não pretendemos esquecer este debate.
Continuando o planejamento apresentamos os Projeto do MAIS EDUCAÇÃO para 2010. Letramento, matemática e ciência estão voltados ao reforço escolar. Dança, capoeira, caratê, horta e outros voltam-se à formação mais integral dos alunos e alunas, permitindo que estejam em atividades nos horários diversos daquele em que estão em sala de aula. No Sábado passado, dia 13 de março, estivemos no comércio com a Coordenadora do Conselho Graça Menezes fazendo compras de material pedagógico (jogos), material esportivo e de mais uma TV (29`) e mais um DVD. O ano de 2010 promete se melhor para a Educação na Cidade de Emaús. Vamos sonhar, sonhar mais um sonho impossível...

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