quinta-feira, 6 de maio de 2010

QUEM GANHA E QUEM PERDE COM A GREVE?

Essa é a pergunta que precisamos fazer sempre que uma instituição pública entra em greve. Seria interessante rediscutir a questão da mais-valia quanto ao trabalho desempenhado no setor público, para que se consiga compreender o papel desse setor na educação, saúde, transporte, etc. Por outro lado, é fato que há um descontentamento, sobretudo quando a questão se refere aos salários dos professores que se formaram, inclusive estimulados pelo próprio poder público, mas que não vão ser contemplado pelo PCCR, porque o "Estado pode quebrar"...como vivem ameaçando alguns conservadores. No entanto, a matéria é para ser debatida em todas as cidades do estado e para se apresentar um estudo do impacto dessa reclassificação na folha. Devendo ficar na condição de “especial” apenas aquelas e aqueles professores que não fizeram o curso superior, pois a legislação não os comporta mais, devendo o quadro especial,ser extinto a medida em que esses colegas fossem concluindo o curso superior e passassem para o nível 1, ou se aposentassem ou falecessem. Independente dessa situação, a questão de quem perde e quem ganha com a greve continua de pé. A nosso humilde perceber, a população mais pobre sempre perde. É ela quem recorre ao pronto socorro, a escola pública, ao transporte coletivo, etc. É essa população que não pode pagar empregado para ficar em casa com os filhos, não pode recorrer aos clubes para matricular as crianças em cursos e práticas esportivas, não pode pagar curso língua estrangeira moderna e muito menos fazer viagens para aproveitar os dias parados. Boa parte dessas crianças e adolescentes ficam nas ruas, enquanto suas mães e pais, empregados domésticos ou operários, tem que passar o dia inteiro trabalhando. Por outro lado, há aquela parcela bem menor da população que alavanca seus projetos , ao final de cada movimento e paralisação, contabiliza suas vitórias e pode assegurar um mandato de parlamentar. Com todo respeito aos que lutam e ajudam a melhorar a vida de todos nós, é preciso que se esgotem as forças e os instrumentos, inclusive judiciais, para que, talvez, possamos ameaçar com greve.

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