A Professora Marluce Colares está tentando junto à SEDUC reimplantar o ensino médio nos turnos da manhã e da tarde. Para a comunidade será uma importante decisão, pois, a maioria não quer estudar fora da área em que a escola está situada.
Ano passado, quando terminamos com o ensino médio a tarde, muitos alunos tiveram que sair da Escola e estudar fora do bairro, pois a maioria não aceitou ir para o “Maria Luiza”. O problema é que tinham que apanhar ônibus e o custo acabou trazendo de volta alguns para o turno da noite e outros deixaram de estudar.
Há, ainda, o fato de alguns alunos terem retornado à Escola, para o turno da noite, porque no “Maria Luiza” vinham se sentindo ameaçados. Esse conflito muitas vezes acontece pelo fato de não residirem na área onde outros jovens residem e criam essa dificuldade de relacionamento. Mas, independente da implantação do médio no diurno, a luta por uma cultura de paz tem que continuar e a escola pública tem que dar sinais de melhora. É o que desejamos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
FORMAÇÃO DAS PROFESSORAS DE 1ª À 4ª SÉRIES
Nesta Sexta-Feira passada, dia 11, a Professora Maricilda Barros iniciou um trabalho com as professoras da Escola visando melhorar o nível do ensino que desenvolvemos. Ao longo desses 28 anos já tivemos experiências bem sucedidas, como a formação de professores e professoras para atender a necessidade da comunidade que vivia atendida pelas chamadas professoras “leigas”, aquelas que não possuíam nem mesmo o curso de magistério. Nosso espaço de formação das crianças possuía uma metodologia, inspirada em Maria Montessori, apoiada na concepção libertária de Paulo Freire e, conseguíamos garantir tempo para planejamento das atividades e profissionais para apoiar a formação de nosso quadro docente.
Nesta retomada visando a formação continuada das professoras que trabalham nas séries iniciais do Ensino Fundamental, mais uma vez, surge a esperança de que a Escola possa voltar a fazer um trabalho de qualidade. No entanto, de início, surge um dilema quanto o papel do 1º ano, que segundo a técnica da SEDUC não precisa desenvolver muito conteúdo, mas, ter como centro a leitura e ações pedagógicas lúdicas. A outra concepção, das professoras que estão dando apoio à formação, há necessidade de que sejam trabalhados conteúdos, ainda que de forma lúdica – como em todas as atividades educativas -, que vão além do domínio da leitura. Este debate pode e deve ser suscitado, mas, não podemos perder de vista a necessidade de melhorar nossa intervenção junto às crianças, que precisam sair da 4º série com níveis melhores de formação.
Nesta retomada visando a formação continuada das professoras que trabalham nas séries iniciais do Ensino Fundamental, mais uma vez, surge a esperança de que a Escola possa voltar a fazer um trabalho de qualidade. No entanto, de início, surge um dilema quanto o papel do 1º ano, que segundo a técnica da SEDUC não precisa desenvolver muito conteúdo, mas, ter como centro a leitura e ações pedagógicas lúdicas. A outra concepção, das professoras que estão dando apoio à formação, há necessidade de que sejam trabalhados conteúdos, ainda que de forma lúdica – como em todas as atividades educativas -, que vão além do domínio da leitura. Este debate pode e deve ser suscitado, mas, não podemos perder de vista a necessidade de melhorar nossa intervenção junto às crianças, que precisam sair da 4º série com níveis melhores de formação.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
PASSADA A ELEIÇÃO A VIDA SEGUE SEU RUMO
É importante que tenhamos sempre como referência a nossa atividade dentro da Escola, pois, mesmo alguns de nós tendo atividade político - partidária, as relações que estabelecemos dentro da Escola são relações de trabalho e essas estão acima de nossos interesses partidários. Seria interessante que mesmo os funcionários DAS quando assumissem seus cargos tivessem em suas mentes a responsabilidade como princípio, para que fosse assegurado o desenvolvimento de trabalhos importantes em todas as áreas da administração pública. Infelizmente, muitos desses dirigentes nomeados não tem nenhum compromisso com a coisa pública e acreditam que estão ali para “se dar bem”, com algumas exceções, é claro. No entanto, mesmo entre nós, servidores efetivos, é preciso questionar a nossa responsabilidade com o público e com o que fazemos para esse público. Muda o Governo, mas o Estado é o mesmo, as estruturas precisam funcionar e precisamos assegurar, no nosso caso específico, uma educação capaz de atender aos interesses desses alunos.
Se for verdade a informação de que muitos de nossos alunos da escola pública estão abandonando os cursos dentro da UFPa, pois foram aprovados nas cotas e não conseguem acompanhar o “nível” dos professores de certos Institutos ali dentro, é uma preocupação que pode sair de nossas cabeças: por que estão abandonando? O que está faltando fazer? Como fazer? Isso vale para a Escola Cidade de Emaús, como vale para todas as outras Escolas públicas do Brasil. Uma coisa é verdade: talvez tenhamos que cortar na própria carne, para ver se o ensino público melhora o nível.
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