domingo, 23 de agosto de 2009

O desafio de uma escola na periferia

Não tem sido fácil coordenar atividades dentro de uma escola cujo objetivo não se resume simplesmente a "adestrar" alunos e alunas, fazendo com que cheguem ao "vestibular". Há inquietude, principalmente, de nossas crianças e adolescentes. Há um trabalho reprodutivo, conservador, ainda que cheio de boas intenções. Estabelece-se dessa forma um conflito, que se agrava com a disseminação do consumo de drogas em quase todos os municípios e periferias do país, além de assistirmos inerte a drenagem de dinheiro público sendo dragado pelo ralo da corrupção. O que esperar e o que dizer sobre o futuro? Quais as coisas reais que essa escola pode oferecer no sentido de contribuir com esses meninos e meninas? Ajude-nos a pensar uma saída para este verdadeiro drama que estamos vivendo. Um drama que se aprofunda a cada ano, com ausência de professores, evasão escolar freqüente, gravidez na adolescência, jovens as voltas com atos inflacionais, pais e mães desvinculados culturalmente e historicamente da escola, etc. Adultos, jovens e crianças devem estar aqui, conosco, pensando esses caminhos. Também serão bem vindas as experiências de outras escolas, de outros educadores e educadoras, educandos e educandas. Será, ainda, interessante receber para o debate e para matar a saudade os nosso amigos e amigas de outros estados e de outros países.

João Raimundo da Silva Sousa

3 comentários:

  1. Vamos postar nossas opiniões e sugestões no blog da Escola Cidade de Emaús com responsabilidade.
    Abraços,

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  2. Mais uma vez a violência volta a fazer parte da realidade da escola. Essa violência é reflexo de uma relação extrema entre as pessoas no âmbito da comunidade, sobretudo a comunidade externa à escola. Famílias e vizinhos, embaladas por uma experiência de consumo jamais vista na sociedade, tem sido ajudadas pela mídia e não conseguem resolver quetões simples usando as palavras. Parece que acabou o tempo não apena de poder estar à porta conversando com amigos, mas, o tempo de qualquer diálogo. Será?
    Uma tragédia, mesmo.
    Aluno de 15 mata colega de 13. Envie para um amigo ... 'Nós vamos nos reunir com os pais dos alunos da escola e professores em conjunto ... Para a secretária municipal de Educação, Therezinha Gueiros, o crime é 'uma tragédia'. ... Brigas banais e rixas se transformam em tragédias em escolas de Belém ...

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  3. João, para fazermos a diferença, precisamos estar comprometidos com a educação desses jovens.
    Como professora desta escola fico triste com o descaso da SEDUC, mas procuro fazer a diferença, incentivando os nossos alunos; conte comigo sempre.

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